O que tem no fundo do mar na Antártica?

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Exposição apresenta o que tem no fundo do mar na Antártica e as paisagens do continente gelado

Fundo do mar na Antártica: O Brasil nunca deixou de estar presente na Antártica e de desenvolver trabalhos científicos de relevância global.

Exemplo Acervo Fotográfico

Na parte marinha, os estudos tem sido realizados com a ajuda de um moderno robô submarino. Similar a um videogame, o robô é comandado a partir de um módulo em terra, com monitor e controle. As câmeras do robô registram as características do fundo marinho e mapeiam a fauna e flora ali presentes. Ao longo dos anos, estas imagens permitirão que pesquisadores brasileiros estudem e entendam as mudanças ambientais, caso ocorram na região.

A exposição nos metrôs de São Paulo

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Exposição foi organizada pela agência Ciência Pública

A exposição foi organizada pela agência Ciência Pública, dentro de um projeto coordenado por integrantes do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), com financiamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

“A exposição tem o objetivo de mostrar que a Antártica é muito mais do que gelo. Trata-se de um ambiente vivo e exuberante”, afirma a professora do Rosalinda Montone, do IOUSP.

Preocupação em levar essas informações e imagens ao público

A preocupação em levar essas informações e imagens ao público é tanta que agora quem se interessar poderá conferir em 14 imagens de seres exóticos, como baratas marinhas gigantes, delicadas serpentes-do-mar, pequeninos krills (espécie de camarão), além de plantas e ambiente antárticos.

“Estamos preocupados em fazer com que nosso trabalho científico ultrapasse as paredes dos laboratórios. Queremos levar nossa experiência e os conhecimentos construídos em laboratório para a sociedade”, afirma o autor das fotos Gabriel Monteiro, biólogo, mestre em Oceanografia Biológica, pesquisador antártico que já participou de cinco expedições antárticas e e integrante da Agência Ciência Pública.

Exemplo de Selfie

“Alguns animais na antártica atingem tamanhos muito grandes, este fenômeno é chamado de gigantismo. É o caso do crustáceo marinho do gênero Glyptonotus, carinhosamente apelidado pelo público de barata antártica”, explica o biólogo.

Sobre a oportunidade de estar no Metrô, Gabriel desabafa: “O interesse pela Antártica, por parte da sociedade brasileira, é enorme. O que falta é levarmos estas informações para a população. Estar no Metrô de São Paulo, local de grande circulação de pessoas, é um passo muito importante para nosso projeto.”

Gabriel Monteiro
Gabriel Monteiro

Interatividade

A exposição acontece na Estação Sé do Metrô de São Paulo até o dia 29 de fevereiro e na página do facebook , o visitante poderá postar fotos e selfies da exposição para obter mais informações sobre os animais e paisagens com cientistas brasileiros que atuam em projetos de pesquisa na antártica.

O público também poderá interagir com os conteúdos da mostra por meio dos QR-codes que estarão abaixo das obras. Quando escaneados pelo celular, os códigos permitem curtir e compartilhar as imagens do ambiente do extremo sul do planeta.

“Entre outras coisas, o visitante poderá entender por que na Antártica há gelo de cor azul, saber qual é a origem dos dias sem noite e conhecer as estratégias inteligentes que as plantas usam para sobreviver a temperaturas radicais”, esclarece Gabriel Monteiro.

Depois da Estação Sé, a exposição “A paisagem e a vida no continente gelado” seguirá para outras estações do Metrô de São Paulo.

Serviços:

“Estação Antártica: a paisagem e a vida no continente gelado”

Estação Sé do Metrô de São Paulo

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