Energia eólica no Brasil: o próximo salto será no mar?
A energia eólica no Brasil cresceu rapidamente nas últimas décadas. Em 2025, o País chegou a 34,7 GW de capacidade instalada. Mas a expansão em terra também expôs um erro de planejamento: em vários momentos, sobretudo no Nordeste, falta rede e demanda para aproveitar toda a energia produzida. Ou seja, escangalharam a paisagem e criaram inúmeros conflitos com moradores inutilmente.
Agora, o próximo avanço pode ocorrer no mar. O Brasil aprovou em 2025 o marco legal da geração eólica offshore, enquanto dezenas de projetos já tramitam no Ibama. A questão é se o País conseguirá evitar no oceano a mesma patacoada cometida em terra: instalar turbinas antes de garantir infraestrutura suficiente para escoar e consumir a energia gerada.


Energia eólica no Brasil, o próximo salto será no mar?
A energia eólica já ocupa posição importante na matriz elétrica brasileira. Em 2024, o Brasil chegou ao 5º lugar mundial em capacidade instalada de energia eólica em terra, segundo o Global Wind Energy Council.
Naquele ano, a geração eólica produziu eletricidade suficiente para abastecer, em termos equivalentes, Minas Gerais e Rio de Janeiro, somando cerca de 36 milhões de habitantes. Entre 2015 e 2024, o setor acumulou US$ 42 bilhões em investimentos, segundo dados da BloombergNEF divulgados pela ABEEólica.
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A instalação offshore provocará danos à vida marinha?
Pode provocar. Como qualquer grande intervenção no ambiente marinho, parques eólicos offshore exigem cuidado na escolha das áreas e no licenciamento.
O Ibama já aponta possíveis impactos sobre aves, tartarugas, mamíferos marinhos, ambientes recifais, pesca artesanal, navegação e turismo. Por isso, exige EIA/Rima específico para esses empreendimentos.
A Lei nº 15.097/2025 também determina estudos prévios de impacto ambiental e obriga os projetos a considerar a compatibilidade com outras atividades no mar.
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Torres na plataforma continental
As plataformas continentais, parte mais produtiva e sensível dos oceanos, representam menos de 10% da área total dos oceanos. No entanto, a maioria das plantas, animais e algas do oceano vivem nelas devido à abundância de luz solar, águas rasas e sedimentos ricos em nutrientes que fluem para eles a partir das fozes dos rios.

Potencial de investimentos da energia eólica offshore no Brasil
Quando Jean-Paul Prates apresentou o projeto de marco regulatório, em 2021, falava em bilhões de reais em investimentos. A previsão fazia sentido. Hoje, o Ibama analisa dezenas de projetos eólicos offshore, alguns com capacidade individual de 2 a 3 GW.
Mas isso não significa que todo esse volume sairá do papel. Em 2026, o setor ainda está na fase de planejamento, regulamentação e definição das áreas que poderão receber os parques. A EPE e o Ministério de Minas e Energia já criaram metodologia específica para selecionar essas regiões.
A EPE também identificou três grandes áreas de destaque para ventos offshore ao longo da costa brasileira. O desafio agora é combinar esse potencial com transmissão, portos, licenciamento ambiental e demanda suficiente para absorver a nova geração.
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O brasil é mesmo um pais abençoado. Com esse litoral imenso, seu potencial hídrico, luz solar o ano inteiro, jazidas de minério abundantes, seu poderoso agro negocio. O que atrapalha é essa classe política sem moral, disposta a tudo para enriquecer a custa do sistema.
As matérias são excelentes!