Distribuição da Mata Atlântica pode cair 65% até 2100

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Distribuição da Mata Atlântica pode cair 65% até 2100

Distribuição da Mata Atlântica pode cair. Os números foram obtidos a partir de um levantamento que começou em herbários.

“Mata Atlântica: se estimativas mais pessimistas vingarem e aquecimento atingir os quatro graus Celsius, redução de distribuição de árvores poderá chegar a 65%”

Distribuição da Mata Atlântica pode cair 65% até 2100, imagem de mata atlântica

Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas

Caso se concretizem as projeções mais otimistas do IPCC, e a temperatura nas áreas com remanescentes de Mata Atlântica aumentar até dois graus Celsius, a distribuição da floresta poderá ter redução de 30% em 2100.

Se as estimativas mais pessimistas vingarem, e o aquecimento atingir os quatro graus Celsius, a redução chegará a 65%.

Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade

O alerta foi de Carlos Joly, coordenador do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade do estado de São Paulo, durante o sexto encontro do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA Educação.

Os números foram obtidos a partir de levantamento  em herbários. “Identificamos pelo menos 30 pontos de ocorrência exata de árvores da Mata Atlântica. Com isso fizemos um mapa onde elas ocorrem em determinadas condições de temperatura, precipitação, tipo de solo e altitude”, explicou.

Algoritmo para calcular

Considerando os 30 pontos iniciais, o passo seguinte foi usar um algoritmo para calcular em que outros lugares haveria potencial para a ocorrência das espécies. Isso deu origem a um segundo mapa. Segundo o pesquisador, “nos permitiu dizer que determinada espécie é capaz de ocorrer em certa localidade, sob certas condições anuais de temperatura e precipitação”.

Em seguida, as projeções do IPCC permitiram traçar o panorama de 2100, considerando cenários mais e menos otimistas.

Porção nordeste dos remanescentes

“Estimamos que a porção nordeste dos remanescentes – onde a estimativa é que também haja redução significativa de chuvas – vá diminuir. E a distribuição geográfica das espécies ficará mais restrita a áreas como a Serra do Mar, onde a precipitação é garantida e o relevo impede que a temperatura suba demais”.

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Repórteres do Mar

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