Degelo do Ártico e antigas doenças

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Degelo  do Ártico e antigas doenças

Degelo  do Ártico e antigas doenças: a matéria saiu na BBC Brasil. E ela pergunta: “o que aconteceria se nós, de repente, ficássemos expostos a bactérias e vírus mortais que ficaram ausentes por milhares de anos – ou então que nunca vimos antes?” E ela mesma responde: “É possível que estejamos perto de descobrir que aconteceria. As mudanças climáticas estão derretendo o solo da região do ártico que existiram ali por milhares de anos e, conforme o solo derrete, ele vai liberando antigos vírus e bactérias que, depois de ficarem tanto tempo dormentes, voltam à vida”.

Degelo do Ártico e antigas doenças, imagem de vírus
Degelo do Ártico e antigas doenças

Garoto de 12 anos morreu e  20 pessoas foram hospitalizadas infectadas por antraz

Segundo a BBC a teoria mais plausível é que uma rena infectada com o vírus morreu há 75 anos. Sua carcaça ficou congelada presa sob camada de terra também congelada. Até que a onda de calor de 2016 chegou. O degelo expôs a carcaça e liberou o vírus adormecido para a água e o solo.

Degelo do Ártico e antigas doenças: mais de duas mil renas nasceram infectadas

Segundo a BBC a cada ano 50 cm de solo são derretidos. Com o derretimento novos e adormecidos vírus são liberados. Eles podem ficar até vivos, enterrados no permafrost congelado por até um milhão de anos. Segundo a BBC “isto pode abrir uma caixa de Pandora das doenças”. O  biólogo evolucionista Jean-Michel Claverie da Universidade Aix-Marseille, na França, declarou:

Vírus patogênicos que podem infectar humanos ou animais podem ser preservados em camadas antigas de permafrost, inclusive alguns que podem ter causado epidemias globais no passado.

Mais de um milhão de renas morreram por causa de infecção por antraz

Com a continuação do degelo “outros agentes patogênicos e doenças infecciosas podem ser desencadeados”. Na tundra do Alasca, diz a BBC, “cientistas descobriram fragmentos de RNA da gripe espanhola de 1918 em corpos enterrados em valas comuns”. E prossegue: “A varíola e a peste bubônica também podem estar enterradas na Sibéria”.

Não é a primeira vez que uma bactéria congelada voltou à vida

A matéria diz que “um estudo de 2005, cientistas da Nasa ressuscitaram com sucesso bactérias que haviam ficado “guardadas” em um lago congelado no Alasca por 32 mil anos”. A BBC diz que “Dois anos depois, cientistas conseguiram ressuscitar bactérias de 8 milhões de anos que haviam ficado adormecidas no gelo, sob a superfície glacial nos vales Beacon e Mullins na Antártica.

Devemos nos preocupar?

A BBC finaliza dizendo que “uma questão a ser levada em consideração é que o risco dos patógenos de permafrost ainda é desconhecido, então isso não pode nos preocupar demais. Em vez disso, nós deveríamos focar em ameaças mais concretas, como o aquecimento global e as mudanças climáticas”.

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