Matança de botos: Colômbia entra na luta

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Matança de botos: Colômbia entra na luta

Uma petição com milhares de assinaturas contrárias à matança de botos mobiliza governo colombiano. Após receberem uma petição com mais de 142 mil assinaturas de pessoas de todo o mundo pedindo a suspensão da venda da piracatinga – peixe apanhado usando carne de boto como isca –, o Ministério de Relações Exteriores da Colômbia abriu as portas à World Animal Protection.

Matança de botos, imagem de boto cor de rosa

Governo brasileiro  proíbe  pesca e comercialização de piracatinga

Em julho de 2015, o governo brasileiro proibiu a pesca e a comercialização da piratinga em todo o País. A decisão da Colômbia de suspender a venda também ajuda o Brasil. Afinal, a carne de um único boto pode render a captura de até uma tonelada de piratinga. Além disso, traficantes levam grande parte desse peixe para o mercado colombiano.

Em reunião realizada em 15 de dezembro, representantes da Colômbia reconheceram a mobilização em defesa do boto-cor-de-rosa. Agora, o país busca soluções conjuntas com os demais países amazônicos.

Fórum de oito países discute os problemas  da região amazônica

A intenção das autoridades colombianas e da World Animal Protection é levar o tema à OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica). Desde 1978, o fórum reúne oito países para discutir problemas e desafios comuns da Amazônia.

Além disso, representantes do Ministério colombiano se comprometeram a levar as reivindicações aos órgãos responsáveis pelo comércio. A ideia é discutir quais medidas a Colômbia deve adotar depois que a moratória da piracatinga entrar em vigor no Brasil, em janeiro de 2015.

Ricardo Mora, diretor de programas na América Latina de World Animal Protection, declarou:

Uma vez mais, o governo colombiano se mostrou sensibilizado com a ameaça ao boto cor-de-rosa e aberto a discutir conosco medidas para proteger este animal. Estamos esperançosos de que uma resolução mais firme e concreta surja em breve

A World Animal Protection continuará sua campanha até que medidas concretas sejam tomadas para a proteção do boto. E que sejam oferecidas alternativas sustentáveis aos pescadores da Amazônia.

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