Australiano sobreviveu dois meses à deriva

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Australiano sobreviveu dois meses à deriva com uma cadela

O australiano Timothy Shaddock, 54, e sua cachorra Bella, quase bateram um recorde. Eles ficaram dois meses à deriva depois que uma tempestade avariou seu catamarã. Morador de Sydney, Austrália, Timothy estava com sua cadela  Bella. Eles deixaram a cidade mexicana de La Paz, em abril, navegando para a Polinésia Francesa. Contudo, os bons momentos acabaram semanas depois da partida. Uma forte tempestade danificou o Aloha Toa. Sem comunicação, e sem condições de navegar, ficaram dois meses à base de peixe cru, e água da chuva, até serem encontrados em 12 de julho por um atuneiro. Estavam a cerca de  1.200 milhas (1.900 quilômetros) de terra.

australiano à deriva.
Para quem passou dois meses à deriva, até que ele estava com boa aparência. Imagem, Grupomar.

Um helicóptero avistou o barco

As informações ainda não estão completas. Não se sabe, por exemplo, o tamanho do catamarã. Também não há fotos da embarcação. Mas, é de supor que o mastro tenha caído durante a tempestade, caso contrário ele ainda poderia navegar mesmo que com dificuldades.

A sorte surgiu em 12 de julho quando um helicóptero que vigiava uma traineira percebeu o barco em apuros. O mundo tomou conhecimento da sina do australiano via um post enviado do barco de pesca:

O atuneiro ‘MARÍA DELIA’ da empresa marindustrias acaba de resgatar um náufrago após três meses à deriva. Não há dúvida de que Deus é grande

Segundo o Guardian, Timothy Lyndsay Shaddock, 54, desembarcou na cidade mexicana de Manzanillo após ser examinado a bordo do barco que o resgatou, o Maria Delia.

“Estou me sentindo bem”, disse um Shaddock sorridente, magro e barbudo, a repórteres no cais da cidade portuária, cerca de 340 km (210 milhas) a oeste da Cidade do México“Estou me sentindo muito melhor do que antes, posso lhe dizer.”

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“Ao capitão e à empresa de pesca que salvou minha vida, sou muito grato. Estou vivo. Definitivamente, não pensei que conseguiria”, disse ele, acrescentando que sua “incrível” cadela Bella também estava bem.

Shaddock se descreveu como uma pessoa quieta que adora ficar sozinha no oceano. Questionado sobre por que ele partiu em abril da Península de Baja, no México, para cruzar o Oceano Pacífico até a Polinésia Francesa, ele inicialmente ficou perplexo.

“Não tenho certeza se tenho a resposta para isso, mas gosto muito de velejar e amo as pessoas do mar”, disse ele. “São as gentes do mar que nos unem a todos. O oceano está em nós. Nós somos o oceano.”

Recorde é de 133 dias no mar

Timothy Shaddock e sua cachorra Bella tiveram sorte. Ainda recentemente comentamos o recorde de um náufrago no mar. Foram 133 dias de suplício para o chinês Poon Lim, resgatado na costa brasileira em 5 de abril de 1943, quando foi avistado por uma jangada.

Seja como for, dois meses à base de peixe cru e água da chuva não é para qualquer um. Segundo o Guardian, Shaddock disse que estava bem abastecido, mas uma tempestade derrubou seus componentes eletrônicos e sua capacidade de cozinhar. Ele e Bella sobreviveram com peixe cru.

Bella
Bella também foi alvo de atenção dos pescadores do ‘MARÍA DELIA’.

“Houve muitos, muitos, muitos dias ruins e muitos dias bons”, disse ele. “A energia, o cansaço é a parte mais difícil.” Ele passou o tempo consertando as coisas e manteve-se positivo entrando na água por “simplesmente gostar de estar na água”.

Pode parecer piada. O Guardian diz que ‘questionado sobre qual a refeição que mais esperava, respondeu: “Sushi de atum”. Ou será que foi uma piada?

Grupomar, operadora da frota pesqueira

O Grupomar, que opera a frota pesqueira, não especificou quando ocorreu o resgate. Mas disse que Shaddock e seu cachorro estavam em um estado “precário” quando foram encontrados, sem provisões e abrigo, e que a tripulação do barco de atum lhes deu atenção médica, comida e hidratação.

Apesar do final feliz, Timothy teve que se separar de sua cachorra, que ele encontrou no México, ‘à deriva’ como ele.

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“Bella meio que me encontrou no meio do México. Ela é mexicana. Ela é o espírito do meio do país e não me deixou ir. Tentei encontrar um lar para ela três vezes e ela continuou me seguindo até a água. É muito mais corajosa do que eu, isso é claro que sim.”

Timothy queria voltar logo para casa, para estar com a família. Ele escolheu Genaro Rosales, um tripulante de Mazatlan, para adotá-la com a condição de cuidar bem do animal.

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