Moluscos marinhos inspiram material que muda de cor de acordo com o ambiente
Moluscos marinhos inspiraram engenheiros americanos a criar um material flexível capaz de mudar de cor conforme o ambiente. A tecnologia imita a camuflagem de polvos e sépias, moluscos próximos das lulas.

Pesquisadores testaram o material com as iniciais da Universidade de Illinois
Material tem uma rede de células de 1mm
O material reúne uma rede de células de apenas 1 milímetro. Cada uma contém uma tinta sensível à temperatura, que muda de cor quando recebe um estímulo. O primeiro protótipo funciona apenas em preto e branco, mas os pesquisadores acreditam que o mesmo princípio poderá ter aplicações militares e comerciais. O trabalho saiu na revista científica PNAS.
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USS Abraham Lincoln: meses no mar levam tripulação ao limiteConstrução naval em Itajaí vive novo ciclo de expansãoSantuário de Baleias do Atlântico Sul pode finalmente sair em 2026Um dos líderes da pesquisa, o professor John Rogers, da Universidade de Illinois, explicou que o material nasceu da colaboração entre especialistas em biologia, materiais, computação e engenharia elétrica.
A inspiração veio dos cefalópodes. Polvos, lulas e sépias conseguem mudar de cor com rapidez e adaptar sua aparência ao ambiente de forma impressionante.
Camadas de potencial
A equipe de Rogers buscava saber o que seria possível aprender com os exemplos da natureza. E construir o novo material com base nesse conhecimento.
Eles copiaram o modelo de três camadas encontradas na pele destes animais. A camada superior contém as cores, a do meio aciona as mudanças de cor, e a camada inferior percebe os padrões de cor do ambiente que serão emulados.
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Mesmo assim, John Rogers diz que sua equipe está orgulhosa do resultado.
É o primeiro sistema completo e operacional deste tipo – parece uma folha fina de papel. Mas ainda não está nem perto de estar pronto para ser implementado em um ambiente militar ou em qualquer outro. É um ponto de partida, para focar na engenharia necessária para criar sistemas que tenham esta função.
Modelo sépia

As aplicações para o produto vão além da associação com a camuflagem. O professor Rogers diz haver um “potencial óbvio” – e isso fez com que o trabalho fosse financiado pela Marinha americana.
O que me intriga é a quantidade de pessoas que nos abordou falando sobre tipos completamente diferentes de aplicações, que inicialmente não teria pensado.
Uma dessas pessoas foi um professor de arte em Chicago. Interessado em tecidos que mudem de cor para a alta costura, capazes de responder a mudanças na iluminação do ambiente. Rogers explica .
Neste caso você não necessariamente quer camuflagem. Talvez você queira sua roupa feita para que você se diferencie da multidão
Esta “anticamuflagem” seria mais inspirada em criaturas do fundo do mar que usam sua pele para atrair, e não para evitar, atenção – como sépias que hipnotizam suas presas com listras que ondulam.
Rogers também conversou com a escola de arquitetura de sua própria universidade sobre a possibilidade de muros e espaços interiores dinâmicos, que mudem de cor. Estes grandes projetos ainda estão distantes, no entanto, e o professor afirma que eles não são prioridade.
Fonte: BBC










