The Plastic Detox: documentário liga plástico à infertilidade

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The Plastic Detox: documentário liga plástico à infertilidade

The Plastic Detox estreou nesta segunda-feira, 16 de março, na Netflix, e já chegou cercado de impacto. O documentário acompanha seis casais com infertilidade sem causa aparente que tentam reduzir, por três meses, a exposição cotidiana ao plástico. A proposta dos produtores foi direta: mostrar que microplásticos e compostos químicos presentes em embalagens, utensílios e objetos domésticos podem afetar a saúde reprodutiva.

Imagem de The Plastic Detox.
Bom apetite!

A repercussão foi imediata. O Guardian definiu The Plastic Detox como um filme “aterrorizante” e disse que ele provoca vontade de mudar de vida na mesma hora. A crítica destacou o experimento conduzido pela epidemiologista Shanna Swan e chamou atenção para os resultados observados após a redução da exposição ao plástico.

O que o filme mostra — e o que ele não prova

O New York Times, que também repercutiu o lançamento, informa que, no documentário, a epidemiologista Shanna Swan, professora de medicina ambiental da Icahn School of Medicine at Mount Sinai, em Nova York, faz um levantamento das fontes de plástico na rotina dos participantes e sugere substituições possíveis.

plástico e cadeia alimentar

Ao longo de três meses, ela acompanha o grupo, mede a presença de compostos químicos na urina e avalia a contagem de espermatozoides. Mas o próprio filme faz uma ressalva importante: a experiência não tem o rigor de um estudo científico clássico. Swan admite que a amostra é muito pequena, não inclui grupo de controle e, por isso, não permite concluir com segurança que cortar a exposição cotidiana ao plástico aumente, por si só, a fertilidade de adultos.

Há ainda um ponto de fundo que o debate não deveria esquecer: o plástico é derivado do petróleo. Ambos já figuram entre os grandes agentes da degradação ambiental. Um ajuda a aquecer o planeta; o outro sufoca mares, contamina a cadeia alimentar e agora invade até o corpo humano.

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Documnetário expõe risco, mas tratado do plástico não sai

The Plastic Detox chega num momento revelador. Crescem os alertas sobre microplásticos no corpo humano, seus possíveis efeitos sobre hormônios e fertilidade, mas o mundo segue incapaz de fechar um tratado global contra a poluição plástica. A contradição salta aos olhos: sabe-se cada vez mais sobre o risco, mas continua faltando vontade política para atacar a fonte do problema.

Ilustração sobre microplásticos e alimentos
Ilustração, www.sonohealth.com.

Do oceano ao corpo humano

O mais inquietante é que essa contaminação não se limita mais ao lixo nas praias ou ao plástico boiando no mar. Os microplásticos já aparecem em peixes, frutos do mar e em quase todos os organismos marinhos analisados. Também entraram na cadeia alimentar terrestre: plantas os absorvem e eles acabam em nossos alimentos. Agora, estudos já os detectam até no cérebro humano. O que antes parecia um problema ambiental distante virou ameaça direta à saúde.

Assista ao trailer

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