Oceanos, saúde no limite, revela relatório

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Oceanos, saúde no limite, é o que revela relatório da União Internacional Para a Conservação da Natureza (IUCN)

O relatório, com o sugestivo nome, “O planeta está em uma encruzilhada”, foi apresentado durante o Congresso Mundial da Conservação- 2016, no Havaí. E traz descobertas impressionantes: Oceanos, saúde no limite,

desde 1970 os oceanos absorveram 93% do calor causado pelos gases do efeito estufa

Ao produzir a fotossíntese, as algas retiram da atmosfera o dióxido de carbono

Este é outro dos muitos serviços prestados pelos oceanos. Ao produzir a fotossíntese, as algas retiram da atmosfera o dióxido de carbono e o depositam no fundo do mar, evitando que se acumulem na a atmosfera acirrando o aquecimento global. A matéria diz que não fosse por este serviço,

a Terra teria aquecido em mais 36ºC

Em outro artigo, a National Geographic diz que atualmente o aquecimento dos oceanos ocorre de forma mais rápida. De acordo com a NG,

as águas do Pacífico estão aquecendo 15 vezes mais rápido, nestas últimas seis décadas, que nos últimos 10.000 mil anos

A matéria informa que

os 18 centímetros de elevação do nível do mar no século passado derivam de expansão térmica em função do calor absorvido pelos oceanos

Oceanos, saúde no limite

Voltando ao estudo da IUCN, do qual participaram 80 cientistas, de 12 países,

Até agora, os oceanos têm nos protegido dos piores impactos das mudanças climáticas, absorvendo a maior parte do calor causado pelo aumento das emissões de gases do efeito estufa, e capturando cerca de um quarto do dióxido de carbono liberado. O aquecimento dos oceanos, e respectiva  acidificação de suas águas, devem ser adicionados a outras pressões sobre a vida marinha, como a poluição e sobre-pesca. O resultado é a diminuição  das populações de muitas espécies 

Oceanos, saúde no limite, imagem de ilustração mostrando o ciclo do carbono
Oceanos, saúde no limite

“Estamos deixando os oceanos doentes”

Inger Andersen, diretora geral da IUCN, afirmou

Todos sabemos que os oceanos sustentam o planeta. Todos sabemos que os oceanos são os responsáveis por cada segundo de ar que respiramos. E, no entanto, estamos deixando os oceanos doentes.

Entre os destaques do congresso estava a apresentação do relatório “Explicando o aquecimento dos oceanos”, o mais completo estudo já feito sobre as consequências do aquecimento global nos oceanos.

O relatório, que acaba de ser divulgado em Congresso do Havaí, diz que

o planeta está numa encruzilhada

Congresso terminou em 13 de setembro

O Congresso, que foi encerrado dia 13 de setembro, reuniu mais de 10 mil pessoas entre líderes de governos e da sociedade civil. Ao final, a diretora da IUCN, Inger Anderson, estava otimista segundo relatos de jornais. Para ela,

demos os primeiros passos para pegar a rota certa em direção a um futuro sustentável, em que a natureza e o progresso humano apoiem um ao outro.

Antes, lembrou,

por ignorância, obstinação, complacência, ou corrupção, continuamos a degradar os ecossistemas e os serviços que eles prestam esgotando a biodiversidade

The New York Times leva a sério o aquecimento global e o risco para as cidades costeiras

Nesta mesma semana, em 7 de setembro o New York Times publicou matéria que tem tudo a ver com o que as pessoas discutiam no Congresso do Havaí. O título, estampado em cima de uma fotomontagem mostrando Nova Iorque debaixo d’água, já diz tudo.

Oceanos, saúde no limite, imagem de capa da revista New York
Oceanos, saúde no limite

O autor da matéria, Andrew Rice, diz que conheceu o cientista Klaus Jacob, da Columbia’s University’s Lamont-Doherty Earth Observatory. De acordo com o autor do texto, Klaus diz que

a maioria das pessoas vive um estado de negação do risco

Segundo o NYT,

nos últimos 15 anos a maior preocupação de Klaus é com o aumento do nível médio do mar

Para o cientista,

as últimas descobertas científicas mostram que uma criança nascida hoje nesta ilha metrópole pode viver para ver a água em torno dela subir dois metros

Klaus Jacob diz que,

Eu fiz a minha missão, pensar a longo prazo. O tempo de vida de uma cidade é medido em séculos, e Nova York, que está se aproximando de seu quinto século, provavelmente não tem mais cinco para ir, pelo menos, em qualquer forma de realização presentemente reconhecível. A cidade vai se tornar um “Atlantis gradual.

NYT apresenta um mapa do que pode se tornar a linha da costa na região de Nova Iorque em 2100. E ele não é nada animador.

Oceanos, saúde no limite, imagem de mapa mostrando nova iorque

(Ilustração de abertura: nolohodeck.blogspot.com)

Conheça a espiral fatal do degelo no Ártico.

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