Canoas de pau, um tesouro secular do Brasil
Sempre que possível, destacamos a engenhosidade e a beleza das embarcações típicas da costa brasileira. Temos a maior diversidade de embarcações tradicionais ainda em uso, tanto no litoral quanto nos rios. Mesmo assim, os brasileiros conhecem pouco esse tesouro secular. No Nordeste, a situação melhora um pouco. Os turistas veem pelo menos as jangadas. Estas rústicas, e espetaculares embarcações, venceram a visão míope do poder público. Hoje, aparecem na paisagem e em quase todos os folhetos turísticos que vendem o litoral nordestino. Mas o que a grande maioria não sabe, é que apenas nas canoas de pau, aquelas construídas a partir de um único tronco de madeira, e um modelo usado por quase todos os povos e culturas do mundo, temos mais de cem tipos diferentes, desse modo, segundo o IPEA, ‘o Brasil é detentor de boa parte do patrimônio naval da humanidade’.

IPHAN identificou mais de cem tipos diferentes de canoas de pau
De acordo com o artigo de Suelen Menezes, IPEA, são mais de cem diferentes tipos de embarcações identificadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), porém um inventário realizado no final do século XIX, pelo almirante Alves Câmara, registrou mais de duzentas. Contudo, em um século metade desse patrimônio se perdeu.


Menezes se refere ao primeiro livro que trata das embarcações típicas, de 1888, de autoria do Almirante Alves Câmara, Ensaio sobre as Construções Navais Indígenas do Brasil, ainda à venda.
Preocupado com a preservação do patrimônio naval, um dos ramos mais desconhecidos e ameaçados do país, o Iphan criou, em 2007, o projeto Barcos do Brasil.
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O objetivo era preservar e valorizar as embarcações tradicionais brasileiras. Esta foi uma ação de Dalmo Vieira Filho, diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan à época.
O projeto nasceu em um raro período de fartança pública. Ele trouxe esperança aos amantes da cultura naval. Hoje, porém, quase naufragou. Raras ações buscam valorizar esse bem cultural.
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A prova do desmantelamento aparece na postura mesquinha do atual Iphan. O órgão não moveu um dedo para salvar uma joia naval.
Em 2024, a canoa de tolda Luzitânia sofreu um acidente. O Iphan a abandonou logo depois. A omissão causa ainda mais espanto. A Luzitânia integra o grupo das quatro embarcações típicas tombadas pelo próprio órgão no lançamento do projeto.
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São muitas as ameaças que põem em risco a manutenção deste tesouro que faz parte de nossa história. Uma história que começou no mar, através da epopeia dos nautas lusitanos, e que encantou estrangeiros que nos visitaram como o ícone da navegação à vela, Joshua Slocum (1844 – 1909), o primeiro fazer uma volta ao mundo em solitário entre 1895 e 1898.

Slocum fazia cabotagem na costa brasileira quando naufragou em Antonina, litoral do Paraná.

Ele conheceu de perto as canoas de pau e a habilidade dos brasileiros ao conduzi-las.
Essas canoas, às vezes esculpidas a partir de árvores gigantescas, habilmente modeladas e escavadas, são ao mesmo tempo a carruagem carriola da família para o sítio, ou do arroz para o moinho…A canoa da família transporta várias toneladas. Tem entalhes ao longo das bordas e exibe beleza no detalhe. Da maior à menor, todas recebem cuidado constante, quase afetuoso. Foram feitas para durar. Deslizam sobre rios e baías com proas elegantes, encrespando a água ao passar

E sobre os condutores,
Onde há canoas, quase não se veem estradas. Homens, mulheres e crianças dominam a arte da canoagem com habilidade quase perfeita…Até hoje idolatrei a honestidade dos nativos brasileiros bem como a habilidade náutica nacional e a perícia com canoas
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Segundo o pesquisador Roberto Verschleisser, em Com quantos paus se faz uma canoa, ‘no Brasil esta situação se deve não só à miopia das administrações centrais mas também às atitudes dos próprios grupos de interessados que, ofuscados por uma visão deturpada do mundo, principalmente pelos veículos de comunicação deixaram – sobretudo os mais jovens – um autoconhecimento que lhes daria respaldo constante na luta desigual que enfrentam com a sociedade moderna’.

‘E alguns deles se metiam em almadias…’
Por falar em nautas lusitanos, quando eles chegaram encontraram os habitantes originais em toscas embarcações, como descreveu Pero Vaz de Caminha no dia da Primeira Missa: ‘E alguns deles se metiam em almadias – duas ou três que aí tinham – as quais não são feitas com as que já vi, somente são três tábuas, atadas entre si’.

Apesar de usar o termo ‘almadia’, fica claro que ele descreve uma jangada. Assim, Pero Vaz antecipa o caldeirão cultural que transformaria as embarcações típicas, com a mistura entre técnicas autóctones, europeias, africanas com a vinda dos escravos, e até influências orientais.

Entre os perigos que ameaçam a sobrevivência destas embarcações estão o declínio da pesca e a dificuldade em achar matéria prima, uma vez que nossas florestas diminuem e as restantes estão sob proteção ambiental, veja-se o caso dos caiçaras do lagamar obrigados a mudar para canoas de fibra de vidro.

Além disso, o duro cotidiano do pescador afasta os filhos. A maioria não quer seguir a profissão dos pais. O progresso também pesa. Motores mais baratos substituem velas e remos. A infraestrutura cresce na costa. Ela privilegia quase sempre o transporte rodoviário.

A tradição da construção naval passa de pai para filho há gerações. Hoje, essa transmissão sofre um sério revés. Resta o Estado. Ele deveria criar políticas públicas para garantir a sobrevivência dessa arte.
Trata-se de parte essencial da cultura do país.
Balsas, as primeira embarcações
É consenso entre estudiosos que o primeiro tipo de barco usado pela humanidade foi a jangada. Segundo Dauto da Silveira, em artigo sobre canoas, ‘para navegar, ou seja, atravessar uma superfície líquida sem se molhar, o homem pré-histórico provavelmente uniu vários pedaços de árvores, criando uma balsa. Depois, escavou um tronco, criando a canoa, primeiro barco verdadeiro. O homem construiu as primeiras canoas escavando troncos grossos com o auxílio de fogo e machados de pedras, em um penoso processo que trazia como recompensa sólidas embarcações’.
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No Brasil a canoa mais antiga já encontrada é uma canoa indígena fabricada entre os séculos 13 e 14, encontrada na Lagoa de Extremoz, no Rio Grande do Norte pelo pescador Pedro Luiz da Silva. Ela recebeu o nome de Extremoz 04.

Outra joia antiga é a canoa de 1610, encontrada em 2014 no Rio Grande, divisa de Andrelândia e Santana do Garambéu, no Sul de Minas.
A canoa de pau mais antiga já encontrada
No entanto, a mais antiga encontrada no mundo é a canoa Pesse que remonta a cerca de 10.000 anos. Descoberta em 1955, na Holanda. Enquanto isso, e segundo o estudo, O Feitio da Canoa Caiçara de um Tronco Só, de Peter Santos Nemeth, ‘a embarcação mais antiga já encontrada na África conhecida como Canoa de Dufuna foi descoberta na Nigéria perto da região do Rio Yobe em 1987, na Vila Dufuna.

Testes realizados em laboratórios indicam que a canoa tenha por volta de 8.000 anos, tornando-se assim a terceira embarcação mais antiga do mundo já encontrada. O arqueólogo Peter Breunig, da Universidade de Frankfurt, analisando sua sofisticação estilística, argumenta’
É altamente provável que a Canoa Dufuna não represente o início de uma tradição, mas algo que já tenha sofrido um longo desenvolvimento, e que as origens do transporte aquático na África são ainda mais antigos no tempo
Foram estas cultura e tradições, indígenas, europeias, africanas e orientais, que se mesclaram no litoral do Brasil para formar o mais diverso acervo de canoas de pau ainda em uso. Infelizmente, contudo, pouco valorizada.

Talvez o motivo seja fugaz como supõe o pesquisador Roberto Verschleisser.
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A canoa é um objeto que ocorre com tanta frequência nos nossos litorais, rios e lagoas que tem passado desapercebido aos olhares menos avisados, fazendo com que quase ninguém lhe dê a atenção devida enquanto artefato inserido num ‘locus’ de trabalho
Os primeiros europeus nas Américas se impressionaram com as canoas de pau
Os maiores exploradores dos oceanos se encantaram com as canoas que encontravam em suas épicas viagens.

O trabalho de Peter Santos Nemeth transcreve a descrição de Colombo ao ver a primeira na América.
Eles vieram para o navio em almadias, que são feitas do pé de uma árvore, como um barco comprido, e tudo de uma só peça, e trabalhadas de forma maravilhosa, de acordo com a terra, e grandes, em que algumas vinham com quarenta ou quarenta e cinco homens, e outras mais pequenas, até haver algumas em que vinha um único homem. Remavam com uma pá como a de um forneiro, e navegavam maravilhosamente
Aliás, segundo Roberto Verschleisser, a palavra ‘canoa’ perece ser originária dos indígenas das Antilhas (Arawak) e é uma corruptela do nome ‘canáoa’ conforme registrado por Cristovão Colombo quando de sua primeira viagem.

Agora, imagine o tamanho da árvore e o trabalho para entalhar uma canoa que levava entre 40 e 45 pessoas! Pois este era o normal. Pero Lopez de Sousa, irmão de Martim Afonso de Souza, descreveu uma batalha naval que ele, o irmão, e a tripulação assistiram na Baía de Todos os Santos na quarta viagem ao Brasil, em 1531.
Estando nesta baía no meio do rio pelejaram 50 canoas de uma banda, e 50 de outra. Que cada uma traz 60 homens…e pelejaram desde o meio dia até o sol posto. As 50 canoas, ou ‘igaras’ que estavam surtos foram vencedores; e trouxeram muitos dos outros cativos e os matavam com grandes cerimônias, presos por cordas, e depois de mortos os assavam e comiam…
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Canoas, ‘vetores da unidade nacional’
Roberto Verschleisser dissertando sobre as canoas brasileiras indígenas afirma que ‘incorporadas imediatamente, e sem restrições pelos europeus, elas passaram a servir de veículo para explorações; primeiro litorâneas e depois de penetração no imenso sertão brasileiro, funcionando como verdadeiros vetores da construção de nossa unidade Nacional’.

Só por isso as canoas, e embarcações típicas em geral, mereciam mais empenho por arte da rede pública de ensino, museus, como o mantido pela Marinha do Brasil, ou o Museu Nacional do Mar, de São Francisco do Sul, criado em 1993, numa parceria do governo do estado com o Iphan, que tem no acervo mais de 60 embarcações. Infelizmente, hoje o museu não é nem sombra de seu passado.

Canoas baianas, as rainhas entre as canoas brasileiras
De acordo com Peter Santos Nemeth, ‘o Brasil é o país com a maior variedade de canoas do mundo. Já utilizadas muito antes do ano 1.500 pelos indígenas no litoral, na Amazônia, no Pantanal e nos rios do interior brasileiro, as canoas brasileiras receberam novas influências e detalhes com a chegada dos portugueses e depois dos escravos africanos, a primeira adaptação foi o uso da vela’.

‘Podemos resumir essa diversidade em quatro famílias principais: canoas do litoral sul/sudeste, do nordeste, do norte e do interior, estas representadas principalmente pelas embarcações da Amazônia e do Pantanal. Entre as embarcações monóxilas brasileiras, aquelas denominadas canoas’.

Os homens dos sambaquis e as canoas
Quanto às canoas do litoral, elas começaram a ser feitas milhares de anos antes da descoberta, como conta Márcia Regina Teixeira da Encarnação em seu estudo:
Os homens dos sambaquis, nesta região, teriam constituído um grupo humano (…) adaptado às condições de vida impostas pelas características geográficas da planície costeira marinha e pelo sistema lagunar. Suas canoas devem ter singrado as águas das lagunas e os rios regionais, por todos os recantos, vasculhando aquela homogênea região geográfica. Os homens dos sambaquis constituíram ali, uma civilização de canoeiros e um grupo humano conchófago e ictiófago por excelência.
E, segundo o almirante Antônio Alves Câmara, a canoa baiana, é a “rainha das canoas brasileiras”, uma forma derivada diretamente dos modelos africanos.
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Por falar em Alves Câmara, a Marinha do Brasil é guardiã do acervo recolhido pelo pesquisador, conhecido como Coleção Alves Câmara cujo site explica que ‘a coleção iniciada pelo Almirante Antônio Alves Câmara, foi completada pelo modelista Kelvin Rothier Duarte nos anos de 1970, no então Serviço de Documentação da Marinha, e apresenta 67 modelos navais’.

O almirante era um profundo conhecedor das embarcações tradicionais. E, mesmo no fim do século 19, ele ficava impressionado com a diversidade de modelos como escreveu:
É certo que enorme é nossa costa, e por isso bem diversas as circunstâncias e condições de mar e de ventos: mas Bahia, Alagoas e Pernambuco, que relativamente tão próximas estão, e sujeitas às mesmas causas naturais de tempo e mar, conservam tipos singulares inteiramente desiguais quanto à forma do casco, mastreação e velame, e pode-se mesmo dizer que com o Amazonas, Pará e Rio de Janeiro são as províncias que mais se destacam em todo o Império quanto à originalidade de tipos de embarcações, sendo a Bahia a primeira quanto à variedade e número, segundo os místeres a que estão destinadas. Esta particularidade constitui uma das mais convincentes provas da natural inclinação, gosto para vida do mar e intrepidez inatos nos filhos desta província, principalmente dos das costas e portos
As técnicas de construção permanecem as mesmas
Peter Santos Nemeth chama a atenção para o fato de que Alves Camara também registra as técnicas construtivas de uma canoa típica do litoral sudeste, que são praticamente as mesmas de que se utilizam os mestres caiçaras até os dias de hoje.
Na província do Rio de Janeiro o processo da construção apresenta algumas pequenas diferenças. Derrubado o pau, o falquejam com machado, dando-lhe a forma de um paralelepípedo, e depois a de casco bruto. Viram-no, desbastam por dentro com machado, e em seguida com enxó e goiva, furam em diversos lugares para marcarem a espessura da embarcação, e a esses furos, que servem de bitola, dão o nome de balisas

A canoa caiçara
Segundo o trabalho de Peter Santos Nemeth, ‘a canoa caiçara é então, não só o resultado da escavação sistemática de um único tronco de madeira, apresentando semelhanças estéticas e técnicas na parte de “tosamento”, de feitio das “garras” ou “patilhas”, do posicionamento e
fixação dos bancos, do acréscimo caso necessário de “sobreproa”, “sobrepopa” e “bordadura” e do uso de acessórios comuns tais como remos e velas; mas principalmente a materialização física do conhecimento de uma técnica tradicional única, empregada em todas as suas etapas de construção, que ocorre dentro de um território cultural específico denominado Caiçara’.

‘Uma dos primeiros registros iconográficos de uma canoa com as
características “de feitio”, do que tentamos aqui definir como da canoa caiçara, é uma aquarela de 1826 denominada “Negros fabricando vassouras com restos de cordas feitas de fibras de palmeiras”, de Jean Batiste DeBret. Nela podemos identificar claramente características do feitio de: garra de proa, proa, bergado, buçada, bordos e de toso que são idênticas às das canoas caiçaras atuais’.
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‘Em 1837, um anônimo a bordo da fragata Vênus registrou o desenho
denominado “Vue canoe ou pirogue Du Bresil”, onde ficam evidentes as linhas de uma canoa caiçara autêntica’.
‘A tela intitulada “Canoa no posto 6”, obra de Virgílio Lopes Rodrigues, pintada em 1930, também registra uma bela canoa caiçara do tipo bordada, idêntica às atuais canoas caiçaras com acréscimo de bordadura’.

Tipos de canoas brasileiras
Segundo o especialista Kelvin Palmer R. Duarte, as ubás são as mais indígenas das embarcações brasileiras, esculpidas a enxó e fogo em um só tronco e diferentes das primitivas pirogas pela presença de dois ou três anteparos maciços, do próprio tronco, deixado no processo de esvaziamento do miolo.

Montarias
As Montarias, segundo Roberto Verschleisser, também conhecidas por ‘cascos’, são embarcações menores, obtidas de um só tronco, escavado fora a fora em forma de meia cana. A popa e a proa são afiladas. O construtor faz isso na lavra ou com calor. Depois, fecha as aberturas com uma peça de madeira em forma de escudo, chamada rodela. O bojo permanece aberto. Bancos transversais mantêm a estrutura firme.
Igarités
As Igarités, que segundo Alves Câmara quer dizer ‘canoa verdadeira’ em Tupi, as ubás de casca, de formato pequeno e esguio, são denominadas igaras.
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Segundo o pesquisador, Alexandre Rodrigues Ferreira, na sua Viagem Filosófica, registra em prancha de ilustração as três principais embarcações, a saber: Jangada, Ubá e Igarité.
Canoas de casca
As canoas de casca indígenas usam, como o nome indica, a casca das árvores. O construtor abre uma incisão de alto a baixo na casca. A resina escorre. Ele a recolhe e guarda para vedações futuras.
Depois, entra o fogo. O artesão acende várias fogueiras ao redor da árvore. O calor provoca a contração da casca. Ela se enrola para trás.

Esse processo facilita a introdução de cunhas entre o líber e o tronco.
Em certas condições, o descascamento ocorre com a árvore ainda em pé.
Canoa de tronco aberto e escavado
Canoa de tronco aberto e escavado, indígena. Este é outro modelo descrito por Roberto Verschleisser. Nesta classe estão situadas as montarias, alguns tipos de ubás e as igarités.

Canoa Monóxila, Indígena
A terceira e última grande categoria é a das canoas escavadas em um só tronco. Nestas se situam as primitivas pirogas e ubás maciças. As monóxilas são as maiores canoas que se tem fabricado e são obtidas de uma série de madeiras destacando-se: jequitibá, cedro, tamboril, peroba louro e vinhático. Sua lavra é obra monumental, diz Verschleisser, a julgar pelas dimensões alcançadas por certas embarcações no passado com algumas remanescentes até hoje.
O futuro das embarcações típicas não Brasil
Como já dissemos, não é auspicioso o futuro destas embarcações. Contudo, uma ação que tem contribuído são as regatas de barcos típicos e o turismo, algo que teve o seu apogeu com a criação da regata João das Botas, pela Marinha do Brasil, na baía de Todos os Santos e que, atualmente, tem se mostrado eficiente para entreter turistas e aumentar a autoestima das populações originárias.

Para além disso, a Coleção Alves Camara, que é fabulosa, merecia maior divulgação. O mesmo se aplica ao Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul que já foi mais divulgado, atualmente é quase desconhecido, e que hoje está temporariamente fechado.
Já seria um bom começo. Quem sabe aprendemos a valorizar o que é nosso?











