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Costa Concordia, o naufrágio, os erros e o vídeo do interior

Costa Concordia, o naufrágio, os erros e o vídeo do interior

O Costa Concordia naufragou em 13 de janeiro de 2012, depois de atingir rochas junto à ilha de Giglio, na Itália. O acidente matou 32 pessoas e expôs uma sucessão de erros do comandante Francesco Schettino. Anos depois, imagens feitas no interior do navio revelaram o cenário deixado pelo naufrágio e ajudaram a reconstituir uma das maiores tragédias da história recente dos cruzeiros.

Costa Concórdia
Imagem, You Tube.

Acidente em 2012 com 4.200 pessoas a bordo

O Costa Concordia naufragou em 13 de janeiro de 2012, com cerca de 4.200 pessoas a bordo. O comandante Francesco Schettino abandonou o navio durante a evacuação. Em 2017, a Justiça italiana confirmou sua condenação a 16 anos de prisão. O acidente provocou 32 mortes.

Outro acidente evitável, como o do graneleiro japonês MV Wakashio, que saiu da rota em 2020 e provocou um desastre ecológico nas Ilhas Maurício. Outro caso recente ocorreu em Omã, onde o petroleiro Caroline Bezengi sofreu uma explosão e derramou óleo próximo à reserva marinha das Ilhas Al Hallaniyat. O navio transportava cerca de 800 mil barris de petróleo russo.

Francesco Schettino, o comandante

Francesco Schettino não cometeu um simples erro de navegação. Ele decidiu aproximar o Costa Concordia perigosamente da costa da ilha de Giglio para realizar uma espécie de “saudação”. O navio atingiu as rochas e começou a afundar. A tragédia matou 32 pessoas.

Francesco Schettino: o comandande cagão

Mas a conduta do comandante piorou ainda mais a situação. Schettino abandonou o Costa Concordia enquanto centenas de passageiros e tripulantes ainda tentavam escapar. Foi então que ficou célebre a ordem do capitão da Guarda Costeira Gregorio De Falco, ao descobrir que ele já estava em um bote: “Vá para bordo!”

Além das 32 mortes, a irresponsabilidade provocou um dos acidentes marítimos mais caros da história. A Costa Crociere estimou o custo total em mais de € 1,5 bilhão. Só a retirada, o reboque, o desmonte do Costa Concordia e a recuperação ambiental da ilha de Giglio consumiram uma fortuna.

Há ainda um dado forte para acrescentar: o próprio navio havia custado cerca de € 450 milhões para ser construído. Ou seja, o prejuízo provocado pelo desastre chegou a mais de três vezes o custo original do Costa Concordia.

Companhia é multada

A Costa Crociere, controlada pela Carnival Corp., pagou € 1 milhão para encerrar sua responsabilidade criminal pelo naufrágio do Costa Concordia. O acordo também abriu caminho para negociações com outros cinco funcionários envolvidos no desastre.

A Carnival, aliás, acumula um histórico de infrações ambientais. Em 2017, sua subsidiária Princess Cruise Lines recebeu multa de US$ 40 milhões por despejar resíduos oleosos no mar e falsificar registros para esconder a prática. Dois anos depois, o grupo pagou mais US$ 20 milhões por violar as condições impostas pela Justiça no mesmo caso.

Assim funciona a indústria de cruzeiros. Entregar o comando de um navio de passageiros a um irresponsável faz parte do histórico de muitas companhias. Em 2013, por exemplo, o Carnival Triumph seguia de Galveston, no Texas, para Cozumel, no México, quando um incêndio na sala de máquinas derrubou a energia e o sistema de esgoto. Sem eletricidade nem descargas, dejetos transbordaram por corredores e cabines. Mais de 4.200 passageiros e tripulantes ficaram cinco dias à deriva no Golfo do México, em condições extremas de insalubridade.

Documentos internos revelados em processos judiciais posteriores provaram que a Carnival Corporation tinha conhecimento prévio das precárias condições da embarcação e ignorou os riscos. O cruzeiro ficou mundialmente conhecido como o “cruzeiro do cocô”.
Mas há mais. Já mostramos  que muitos navios ainda descartam lixo diretamente no mar. E nem as sucessivas denúncias, condenações e multas parecem constranger algumas gigantes do setor. A Carnival Cruise, por exemplo, já foi multada em mais de US$ 20 milhões por seguir poluindo os oceanos — um retrato eloquente da situação desta indústria.

O navio

O Costa Concordia era um navio de passageiros operado pela Costa Crociere. A Fincantieri o construiu em Gênova. Lançado ao mar em setembro de 2005, fez sua viagem inaugural em julho de 2006.

Em 13 de janeiro de 2012, o Costa Concordia atingiu rochas junto à Isola del Giglio e adernou parcialmente. O acidente matou 32 pessoas. A companhia declarou o navio como perda total. Em julho de 2014, ele foi reflutuado, rebocado até Gênova e depois desmontado.

O vídeo  revela o mundo fantasmagórico deixado pelo pânico que atingiu tripulantes e passageiros na fatídica noite do naufrágio

Conheça a história do Angra Star, submerso no Rio.

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