O Rio Doce um dia foi assim: veja

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O Rio Doce um dia foi assim:

Infelizmente nossa capacidade de destruição é gigantesca. Matar um rio não é tarefa fácil. Onde chega o ser humano, chega a merda. Neste caso a falta de seriedade das autoridades brasileiras foi a chave para transformar o rio Doce, em amargo. Mas nossa ação, ou omissão, também  contribui. Não nos indignamos quando vemos a mata ciliar ser cortada, não protestamos pelo esgoto jogado na calha do rio, ao contrário, ajudamos a poluir ainda mais. Impressionante a quantidade de lixo atirado pela janela de carrões importados, portanto, de gente que tem grana para se informar.

O Rio Doce, imagem de gravura do Rio Doce em 1815
O rio Doce em 1815. Gravura de Maximillian Alexander Philipp Wied-Neuwdied,

Nossa geração está deixando pegadas irreparáveis construindo em locais proibidos, “privatizando praias”, aterrando mangues, destruindo a beleza cênica  para que  algumas pessoas tenham vista para o mar, e vai por aí. Esses são erros nossos, não do poder público.

As futuras gerações nos julgarão. E serão implacáveis. Não somos donos do planeta, estamos aqui de passagem. É preciso ir além de “curtir” no Facebook.

Todos têm que participar

Temos que nos lembrar que somos hoje 7,4 bilhões de pessoas! É muita gente. Muita gente para alimentar, muita gente descartando lixo onde não se deve (de acordo com a ONU cada ser humano produz em média 1,5 kg de lixo por dia!), muita gente consumindo indiscriminadamente; e mais gente ainda incapaz de consumir o básico para viver com dignidade.

Criticar é fácil. Mudar hábitos, difícil. Você, mudou os seus? Recicla seu lixo? Economiza água e energia (em casa), ou toma banhos de 15 minutos todos os dias? Antes de deitar falação, ou criticar o poder público, mude seus hábitos antes que seja tarde demais. A responsabilidade é absolutamente coletiva.

É preciso um mínimo de reflexão sobre o uso indiscriminado de hidrocarbonetos( leia-se gasolina e diesel), a ocupação e destruição de áreas naturais, entre muitos outros problemas. Nossa geração pode causar a sexta extinção das espécies ao longo dos 4,5 bilhões de anos desde a formação do planeta”.

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