Maior navio do mundo com quase meio quilômetro de extensão
Alguns dos maiores navios do mundo são petroleiros, cargueiros e cruzeiros. São colossos da engenharia, responsáveis por boa parte do transporte global de mercadorias e passageiros. No entanto, também estão entre os grandes emissores de gases de efeito estufa. E esta sujeira toda não se resume a navios de carga. Saiba que navios de cruzeiro modernos, como o Icon of the Seas, poluem tanto como grande cidades. Hoje, vamos conhecer o maior navio do mundo.

Antes de mais nada, o Seawise Giant também se chamou Happy Giant e Knock Nevis. Com 458,45 metros, foi o navio mais longo já construído. Quase meio quilômetro de aço, maior que muitos dos edifícios mais altos do mundo. Mas, antes de contar sua história, vale uma pergunta: você sabe como surgiram os superpetroleiros?
O maior navio do mundo, um superpetroleiro ULCC com âncora de 36 toneladas
O Seawise Giant, mais tarde chamado Happy Giant, foi um superpetroleiro ULCC, sigla em inglês para Ultra Large Crude Carrier. Até hoje, o Seawise Giant mantém o título de navio autopropulsado mais longo da história. A Sumitomo Heavy Industries, construiu o gigante entre 1974 e 1979, em Yokosuka, no Japão.
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Litoral fluminense enfrenta erosão sem plano nacionalTrump contra a ciência, o meio ambiente, e o futuroErosão costeira no Rio Grande do Norte ameaça 39 praiasEste navio ostentava a maior tonelagem de peso morto já registrada, com um deslocamento de 657.019 toneladas quando totalmente carregado. Suas âncoras eram igualmente impressionantes, pesando 36 toneladas cada. O navio tinha um calado de 29,8 metros, uma largura de 68,8 metros e podia atingir uma velocidade de 16 nós.
Missão: conectar Oriente Médio e Estados Unidos
A embarcação tinha uma impressionante área de convés de 31.541 metros quadrados, 46 tanques e uma missão clara: conectar o Oriente Médio aos Estados Unidos. Durante sete anos, conseguiu cumprir essa tarefa sem grandes contratempos. No entanto, em 1988, uma guerra cruzou o seu caminho.
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Inicialmente, o navio permaneceu sem um nome oficial, sendo identificado apenas pelo número do casco, 1016. No entanto, durante os testes no mar, o 1016 apresentou graves problemas de vibração ao navegar de ré. O proprietário grego recusou-se a aceitá-lo, e a embarcação foi submetida a um longo processo de arbitragem.
Finalmente, o estaleiro exerceu o direito de vender o navio. Para isso, negociou um acordo com o fundador da Hong Kong Orient Overseas Container Line. O plano previa alongar o casco em vários metros e acrescentar 146.152 toneladas de capacidade de carga.
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Navios para mares hostis: nova engenharia navalGuerra no Irã prende marinheiros em naviosConheça os novos navios da Marinha do BrasilA operação usou a jumborização. Nesse processo, os técnicos cortam o casco na transversal, inserem uma nova seção com porões adicionais e depois unem tudo ao casco original.
Qual o maior navio do mundo? Conheça a história
Originalmente, um magnata grego encomendou o navio-tanque em 1974. Entretanto, segundo o site VesselTracking.net, o proprietário não conseguiu pagar a encomenda em 1979. Sem nome, identificado apenas pelo número do casco, o navio acabou envolvido em um longo processo de arbitragem.
A recusa, porém, nunca ficou muito clara. Pode ter sido falta de dinheiro, insatisfação com o resultado ou, ainda, a reabertura do Canal de Suez, em 1975, após oito anos fechado.
Depois de muita discussão, houve acordo. O navio foi vendido a C. Y. Tung, magnata chinês do transporte marítimo. Ele mandou reformar e alongar o casco em vários metros. Com isso, o gigante ganhou mais 156 mil toneladas métricas de capacidade de carga e se tornou o maior navio a navegar pelos oceanos.
Tung escolheu o nome Seawise Giant, ou Gigante do Mar. Finalmente, em 1981, o navio entrou em operação com capacidade de carga de 564.763 toneladas de peso morto.
Suas origens remontam à década de 1970, uma época em que o fechamento do Canal de Suez incentivou as empresas de navegação a investir em navios de tamanho XXL que pudessem viajar ao redor do Cabo da Boa Esperança.
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Trajetória complicada
Ao longo de sua trajetória, o petroleiro Seawise Giant alimentou a lenda com base em marcos. Com quase meio quilômetro de comprimento, ganhou reputação de ser o maior navio autopropulsado já construído. No entanto, teve um fim inglório…
Em 1988, uma guerra cruzou a proa do Seawise Giant, o conflito entre Irã e Iraque. Devido aos seus armazéns abarrotados de petróleo bruto iraniano, tornou-se um alvo perfeito para a Força Aérea Iraquiana.
Como resultado, o Seawise afundou na costa da Ilha Larak, Irã.
Na época, o naufrágio foi considerado o maior do mundo. Contudo, devido ao seu tamanho extraordinário, atraiu o interesse de um consórcio norueguês, que considerou a possibilidade de reflutuá-lo e repará-lo, o que acabou se tornando um bom negócio.
Assim, a operação de reflutuação e reparo foi concluída em 1989, e o navio saiu de Singapura com um novo nome: Happy Giant. No entanto, apesar de suas enormes dimensões que o tornaram espetacular, suas características também complicaram muito sua vida no mar.
O maior navio do mundo era difícil de manobrar
O navio era especialmente difícil de manobrar devido ao enorme tamanho. Seu peso aumentava o risco de encalhe, e diz-se que ele não conseguia navegar em alguns dos pontos estratégicos das rotas comerciais, como o Canal da Mancha, o Canal de Suez e o Canal do Panamá.
No século 21, novo dono e novo nome
Assim, em 2004 o navio passou para as mãos de um novo proprietário, a First Olsen Tankers, que mais uma vez mudou seu nome. Em Dubai, técnicos reformaram o navio. Depois, operadores passaram a usá-lo como unidade de armazenamento flutuante, ancorada na costa do Catar. Isso marcou a aposentadoria do antigo Seawise Giant, que havia passado por várias transformações ao longo de sua história.
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Final de vida no maior cemitério de navios do mundo, em Alang
O destino final do maior navio do mundo, o Seawise Giant, não foi diferente de muitos outros. Ele foi desmontado no maior cemitério de navios, em Alang, Índia. Segundo o Times of India, aproximadamente 18.000 trabalhadores foram necessários para concluir o processo de desmontagem da embarcação gigante. Esse é o destino comum para muitos navios quando chegam ao final de sua vida útil, sendo desmantelados para reciclagem de materiais e componentes.
No vídeo abaixo você pode conhecer a maior âncora do mundo, atualmente no Museu Marítimo de Hong Kong
Imagem de abertura: www.xataka.com.