Viagem à Antártica: Ushuaia, Rei George, Ilhas Argentinas

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Viagem à Antártica: Ushuaia,  Rei George, Ilhas Argentinas, programa 03

Viagem à Antártica: Ushuaia,  Rei George, Ilhas Argentinas: cinco dias antes do Natal de 2010 saímos de Ushuaia em direção às Ilhas Argentinas. Antes paramos em Puerto Williams, 30 milhas abaixo. Era preciso regularizar os papéis de entrada e saída do Chile antes de prosseguirmos para a Antártica. Até aqui a burocracia é um problema…Atracamos no Iate Clube Micalvi.

Viagem à Antártica: Ushuaia, Rei George, Ilhas Argentinas, imagem do iate clube Micalve, Puerto Williams, chile.,
O iate Clube Micalvi, em Puerto Williams, com sua sede num navio semi-naufragado.

Três dias depois da chegada em Puerto Williams recebemos uma boa previsão de tempo para atravessar o estreito de Drake, o “pior pedaço de mar” para se navegar no mundo. Só com uma boa previsão é possível cruzar as cerca de 600 milhas do Drake até a Antártica.

Viagem à Antártica: Ushuaia, Rei George, Ilhas Argentinas, imagem de alonso goes
Alonso, meu fiel escudeiro, e churrasqueira perfeito.
Viagem à Antártica: Ushuaia, Rei George, Ilhas Argentinas, imagem do barco mar sem fim em Porto Toro, Chile.
Porto Toro, ainda no Chile, foi onde preparamos o mar sem fim para a travessia.

Viagem à Antártica: Ushuaia, Rei George, Ilhas Argentinas

Iniciamos a navegação pelo Drake dia 21 de dezembro. Nosso rumo era a ilha Elephant. navegamos a 10, 11 nós, com vento, ondas e mar a favor. Foi uma bela navegada com ondas de até três mestras de altura.

Viagem à Antártica: Ushuaia, Rei George, Ilhas Argentinas, imagem de um albatroz errante em pleno voo.
O Albatroz Errante é a síntese perfeita do Drake. A ave pode voar por um ano seguido e tem uma envergadura de mais de três metros.

Segundo dia de travessia do Drake

O segundo dia de travessia foi ainda melhor. O vento amainou. Mudamos nossa proa para a ilha Decetion, um bom abrigo antes de chegar na Península Antártica.

Susto no terceiro dia de travessia

No terceiro, e último dia de travessia, quando faltavam menos de cem milhas para chegarmos um susto: os dos acoplamentos dos dois motores quebraram ao mesmo tempo. Os motores funcionavam mas não podíamos engatar marcha. Fomos obrigado e pedir socorro à Armada do Chile. Um rebocador foi deslocado em nossa direção.

Viagem à Antártica: Ushuaia, Rei George, Ilhas Argentinas, imagem do rebocador Lautaro e do barco mar sem fim
O Lautaro nos rebocou até a ilha Rei George, local de uma das bases chilenas. Lá poderíamos consertar o Mar Sem Fim.

Passamos o Natal reparando o barco na ilha Rei George, onde existem bases de vários países entre os quais o Brasil, enquanto lá fora o frio era congelante.

Viagem à Antártica: Ushuaia, Rei George, Ilhas Argentinas, imagem do convés do mar sem fim na antártica.
Passamos o Natal consertando o barco.

Nossa equipe de terra enviou dois acoplamentos novos. Dias depois, o Mar Sem Fim voltava a navegar.

Viagem à Antártica: Ushuaia, Rei George, Ilhas Argentinas, imagem da casa de máquinas do barco mar sem fim
A tripulação trocando os acoplamentos.

De Rei George para as Ilhas Argentinas

Finalmente, em primeiro de janeiro de 2010, iniciamos a travessia de Rei George até as Ilhas Argentinas, o ponto mais ao sul em que chegamos.

Viagem à Antártica: Ushuaia, Rei George, Ilhas Argentinas, imagem do barco mar sem fim e um iceberg na antártica.
Estreito de Gerlache, em direção às Ilhas Argentinas.

Assista o terceiro programa:

Assista o quarto programa

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