Expedição vai explorar a Zona de Fratura Romanche
A Zona de Fratura Romanche é uma das estruturas mais impressionantes do Atlântico Equatorial. Com quase 2 mil quilômetros de extensão, ela corta a Dorsal Mesoatlântica entre o Brasil e a África Ocidental e mergulha a milhares de metros de profundidade. A ciência conhece sua importância geológica e oceanográfica há décadas, mas ainda não explorou diretamente grandes trechos do fundo dessa região.

Agora, uma expedição internacional pretende mudar esse quadro. Com o ROV SuBastian, os pesquisadores vão registrar imagens, coletar amostras e investigar áreas que nunca receberam uma exploração in locomovendo-nos o que é raríssimo no Atlântico Sul. A Zona de Fratura Romanche pode, inclusive, esconder hotspots de biodiversidade e espécies ainda desconhecidas pela ciência.
Um colosso dentro de outro
A Dorsal Mesoatlântica é uma das maiores estruturas geológicas da Terra. Essa imensa cordilheira submarina atravessa o Atlântico e o Ártico por cerca de 16 mil quilômetros. Em alguns trechos, suas montanhas chegam à superfície e formam ilhas como Islândia, Açores e Ascensão.
A Zona de Fratura Romanche abre uma passagem através dessa gigantesca cordilheira. Por ela circulam águas profundas entre os dois lados do Atlântico. Segundo José Angel Alvarez Perez, essas grandes fraturas se formaram durante o processo de formação do Oceano Atlântico, quando os continentes começaram a se separar. Ao longo dessa evolução, surgiram estruturas que atravessam o fundo oceânico de leste a oeste.
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