Peixe-leão no litoral do Rio de Janeiro
O peixe-leão no litoral do Rio deixou de ser uma ocorrência isolada. Desde os primeiros registros, a espécie invasora avançou pela costa brasileira e hoje preocupa pesquisadores, pescadores e gestores ambientais. Voraz e altamente reprodutivo, o peixe-leão ameaça espécies nativas e pode desequilibrar recifes inteiros.
O alerta é ainda maior porque o Brasil já registra a espécie em diferentes pontos do litoral. Por isso, o desafio agora não é apenas detectar novos exemplares, mas impedir que populações locais se estabeleçam e se multipliquem.
Roteiro do peixe-leão até achegar ao Brasil
O peixe-leão apareceu no Atlântico primeiro na Flórida, na década de 1980. Depois, espalhou-se rapidamente pelas Bahamas, pelo Caribe e pelo Golfo do México. Em lugares como Cancún e Cozumel, pescadores logo perceberam os impactos da invasão sobre peixes de interesse comercial.
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No Brasil, o primeiro registro ocorreu em 2014, em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. Depois surgiram registros no Amapá e em Fernando de Noronha, em 2020. A partir de 2022, porém, a invasão ganhou força no litoral do Nordeste, com dezenas de exemplares encontrados em águas rasas.
A origem da invasão do Atlântico costuma ser associada ao comércio de aquários. Solturas feitas por particulares são consideradas uma hipótese provável. Já a ideia de que o furacão Andrew, em 1992, iniciou sozinho a invasão não tem comprovação sólida.
Se espalhando no Golfo do México
O fato é que o peixe-leão se espalhou e tomou conta do Golfo do México e do Caribe, desequilibrou o ambiente marinho e ameaçou a sobrevivência dos pescadores mexicanos.
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Em Cancún e Cozumel, alguns pescadores chegam a capturar 25 quilos de peixe-leão por dia. Depois, porém, é preciso cuidado no manuseio. As espinhas externas provocam dor intensa e podem causar inflamação.
Porto Seguro tem a melhor estratégia no Brasil
Em Porto Seguro, a prefeitura reagiu rapidamente à chegada do peixe-leão que também chegou ao Parque Nacional Marinho de Abrolhos. O município passou a pagar R$ 10 por exemplar capturado e entregue por pescadores. A estratégia deu resultado imediato: cerca de 500 peixes foram retirados pouco depois do anúncio. Até agora, é uma das respostas locais mais eficientes do Brasil, justamente porque começou antes que a espécie se estabelecesse em grande escala.
Veja abaixo um vídeo de como cozinhar e preparar o peixe-leão!
Fonte: Globo, Estadão.
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