Conheça o maior réptil marinho já descoberto

Ictiossauro Ichthyotitan severnensis ou “lagarto peixe gigante do Severn”
Reynolds e Ruby encontraram os primeiros pedaços de uma segunda mandíbula do réptil marinho enquanto procuravam fósseis na praia de Blue Anchor. Em seguida, pai e filha voltaram ao local para procurar mais fragmentos. Depois, contataram o Dr. Dean Lomax, paleontólogo da Universidade de Manchester.
Lomax, por sua vez, pediu ajuda a Paul de la Salle, experiente colecionador de fósseis. Foi ele quem encontrou a primeira mandíbula gigante em maio de 2016, na costa de Lilstock.
Com o tempo, a equipe – incluindo a dupla pai e filha – encontrou mais peças do mesmo maxilar que se encaixavam perfeitamente. A última foi descoberta em outubro de 2022. Datados do final do período Triássico, numa época conhecida como Rética, os ossos têm cerca de 202 milhões de anos.
Mais lidos
Plano para o litoral brasileiro chega tarde diante do oceano mais quenteSão Paulo e a adaptação climática urbanaSOS Mata Atlântica: ONG eficiente ajuda a salvar o biomaIctiossauros nadavam pelos mares enquanto dinossauros dominavam a terra
Enquanto os gigantescos ictiossauros nadavam pelos mares, os dinossauros dominavam as terras. Registros fósseis indicam que após uma extinção em massa no Triássico Superior, os ictiossauros gigantes desapareceram. Isso sugere que os ossos encontrados representam os últimos de sua espécie.
A pesquisa dos cientistas marca um avanço significativo em nosso entendimento dos limites de tamanho dos répteis marinhos pré-históricos. Para efeito de comparação, atualmente o maior réptil marinho, segundo a Oceana, são os crocodilos marinhos, uma linhagem antiga que prospera neste ambiente desde antes da extinção dos dinossauros. Crocodilos machos de água salgada foram registrados com comprimentos de 7 m e pesavam cerca de 1.000 kg. As fêmeas são muito menores, atingindo cerca de 3 m de comprimento e pesando 150 kg.
PUBLICIDADE
Os crocodilos de água salgada australianos (Crocodylus porosus) são animais perigosos. Em 2021, de acordo com The Sun, encontraram restos de uma criança malaia no estômago de um destes animais.
Primeira descoberta aconteceu em 2016
Segundo a BBC, descobriram o primeiro maxilar desta criatura em 2016. Mas a nova descoberta confirmou as expectativas. “Esperávamos que um dia um dia viesse à luz”, disse o Dr. Dean Lomax, paleontólogo da Universidade de Manchester. “Este novo espécime é mais completo, melhor preservado, e mostra que agora temos dois desses ossos gigantes – chamados de surangulares – que têm uma forma e estrutura únicas. Fiquei muito animado, para dizer o mínimo.”
Leia também
Pirossoma: aumento da aparição da criatura preocupa cientistasCaravelas-portuguesas voltam ao litoral de São Paulo, cuidado!Baleia Colossal do Peru, animal mais pesado que já existiu?“Essas mandíbulas fornecem evidências tentadoras de que talvez um dia um crânio completo ou um esqueleto de um desses gigantes possam ser encontrados”, disse Lomax. “Você nunca sabe.”
A evolução do animal
Segundo a Live Science, que repercutiu a descoberta, os ictiossauros evoluíram a partir de outro grupo de répteis. Além disso, sua história lembra a das baleias. Elas vieram de mamíferos terrestres que, milhões de anos depois, voltaram ao mar.