Salpa: a “criatura invisível” dos mares
Você já ouviu falar num animal marinho transparente? Gelatinoso e quase invisível, o salpa chama a atenção dos cientistas por um motivo especial: ele tem surpreendentes semelhanças com os seres humanos. Apesar da aparência, não é peixe, como veremos adiante. Ainda assim, intriga a ciência. Muitos pesquisadores acreditam que nosso sistema nervoso pode ter evoluído a partir de um ancestral com estrutura parecida com a do salpa.
Salpa maggiore, ou o peixe transparente
O nome científico é Salpa maggiore. Apesar da aparência, ela não é peixe, mas um tunicado, integrante do subfilo Tunicata e da família Salpidae.
Seu modo de locomoção chama a atenção. A salpa contrai o corpo e bombeia água por dois orifícios, um de entrada e outro de saída. Esse movimento a impulsiona e, ao mesmo tempo, permite que filtre o alimento.
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Salpas: comuns em diversos oceanos
As salpas aparecem em quase todos os oceanos. Vivem em águas equatoriais, subtropicais, temperadas e frias. Ainda assim, a maior concentração fica no Oceano Austral, perto da Antártica.
Esses animais formam longas cadeias que podem passar de um quilômetro de extensão. E fazem mais do que impressionar pelo tamanho. Juntas, as salpas conseguem absorver até 4 mil toneladas de CO₂ por dia.
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Animais multicelulares
As salpas são animais multicelulares, apesar da aparência simples. Uma de suas características mais marcantes é a velocidade com que se reproduzem. Em condições favoráveis, podem multiplicar a população várias vezes no mesmo dia.
Segundo o pesquisador Álvaro Esteves Migotto, do Centro de Biologia Marinha da USP, esses organismos pertencem à classe Thaliacea. Ele explica:
“Esses bichos não têm nomes populares por aqui. Os biólogos se referem a eles genericamente como ‘salpas’. ‘Salpa’ é, na verdade, o nome de um gênero dentro do grupo, mas o termo acabou sendo usado para todos.”
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