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Mata Atlântica, patrimônio ameaçado por Ricardo Salles

Mata Atlântica, patrimônio nacional ameaçado por Ricardo Salles

Em 1986 foi fundada a mais importante ONG do Brasil, a SOS Mata Atlântica. Criada para proteger o que restava da floresta que, ‘Na época do descobrimento, era contínua como a floresta Amazônica. E cobria cerca de 15% do território nacional, sendo a segunda maior floresta tropical do Brasil. A Mata Atlântica se estende por 17 estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina,  Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia,  Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, abrangendo uma área  equivalente a 1.315.460 km².’ Hoje, nestes Estados restam apenas 12,4% da floresta original. E o que sobra da Mata Atlântica, patrimônio nacional, está ameaçado pelo arrogante ministro Ricardo Salles.

O patrimônio nacional ameaçado pelo alienado ‘ministro da Destruição Ambiental’.

Mata Atlântica, patrimônio ameaçado por Ricardo Salles

O ministro do Meio Ambiente, um negacionista do clima, age nas sombras da pandemia que nos assola, e que aí está em razão da degradação ambiental. A Amazônia continua  devastada por incêndios e desmates ilegais como já mostramos.

Segundo dados do Inpe, ‘o desmatamento bateu recorde no primeiro trimestre de 2020’. E piorou no quarto mês do ano, atingindo ‘406 km2, 64% a mais do que no ano passado, segundo o Deter’.

Não satisfeito pelos resultados de seu desleixo com a maior floresta úmida do planeta, Ricardo Salles investe contra a Mata Atlântica.

Como mostrou a repórter Giovana Girardi, do Estadão, “decreto publicado por Salles há um mês, reconhece como consolidadas as áreas de preservação permanentes (APPs). São áreas desmatadas e ocupadas até julho de 2008 em propriedades rurais no bioma Mata Atlântica. Com isso, margens de rios e topos de morro devastados pela agricultura e pecuária, por exemplo, não precisam mais ser recuperados com vegetação nativa.”

Para a jornalista Miriam Leitão, do Globo, “O ato administrativo recomenda ao Ibama e ICMBio que esqueçam a Lei da Mata Atlântica e se guiem pelo Código Florestal, que tem regras mais brandas.”

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Despacho MMA 4.410/2020 do ‘ministro da Destruição Ambiental’

O ministro da Destruição Ambiental, termo cunhado pelo jornalista Joel Pinheiro da Fonseca (Revista Exame), é o autor do Despacho MMA 4.410/2020.

O malfadado, “que reconhece como consolidadas as áreas de preservação permanentes (APPs) desmatadas e ocupadas até julho de 2008” provocou reação da ONG, da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público do Meio Ambiente e do Ministério Público Federal.

Ministério Público Federal não aceita despacho do MMA

O Estadão explica: “Segundo o Ministério Público Federal, o ‘cumprimento e aplicação da medida de Salles traz como consequência o risco iminente do cancelamento indevido de milhares de autos de infração ambiental e termos de embargos lavrados a partir da constatação de supressões, cortes e intervenções danosas e não autorizadas em Áreas de Preservação Permanente situadas no bioma Mata Atlântica.”

“Assim como na abstenção indevida da tomada de providência e do regular exercício do poder de polícia em relação a esses desmatamentos ilegais”.

Despacho ‘aniquila parcela da proteção do bioma Mata Atlântica’

Para a ação movida contra Salles, “A emissão do Despacho MMA 4.410/2020 aniquila significativa parcela da proteção de vegetação nativa da Mata Atlântica, proporciona uma fragilização ainda maior da segurança hídrica em tempos de mudanças climáticas e de notórios, recorrentes e cada vez mais intensos episódios de escassez hídrica e racionamento do fornecimento de água potável”.

Um alienado para o ministério do Meio Ambiente

Desde que o Tosco pescador, ainda deputado, foi pego em flagrante desrespeitando a legislação ambiental numa unidade de conservação de proteção integral em 2012, a proteção ao meio ambiente e o protagonismo do País em fóruns internacionais começou a desmoronar. Assim como nossa imagem externa.

Para começar, escolheu para ministro um rapaz ‘tão atento às questões ambientais’, que jamais tinha posto os pés na Amazônia. Deu no que deu. Seu primeiro ano foi um desastre para o meio ambiente. Como consequência, seu chefe foi alcunhado  ‘Exterminador do Futuro’ pelo jornal inglês The Guardian.

Ricardo Salles e seu mentor: atuação desleixada e omissa durante o maior derrame de óleo do Brasil. Ilustração, http://conexaoplaneta.com.br/.

Bolsonaro é assim. Gosta de surpreender. No dia em que cerca de dez mil pessoas sucumbiram à ‘gripezinha’ que assusta o mundo civilizado, o doidivanas passeava de jet ski pelo Lago Paranoá. E seu ministro prosseguia a ‘missão’ sem precedentes de amputação da legislação ambiental brasileira, que certamente tem defeitos e pode ser aprimorada, mas jamais destruída.

O Brasil passa a ser motivo de chacota no exterior.

Enquanto isso, Manaus e Belém irradiam a covid-19 para o sertão da Amazônia ameaçando ‘indígenas brasileiros de um etnocídio’, como publicou o New York Times em abril de 2020. Indígenas que desde a campanha Bolsonaro despreza como se indignos fossem: “Pena que a cavalaria brasileira não tenha sido tão eficiente quanto a americana, que exterminou os índios”, declarou ao Correio Braziliense, em 12 Abril 1998.

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“Tudo apenas histeria e conspiração.” O Brasil do piloto de Jet Ski torna-se piada internacional.

Ato online em defesa da Mata Atlântica em 13 de maio

Para se contrapor aos atos genocidas do presidente e seu ministro, o coordenador da frente parlamentar ambientalista, Deputado Federal Rodrigo Agostinho convida para ato online em defesa da Mata Atlântica. O ato acontecerá em 13/05/2020, às 10h. A ação marcará o lançamento do manifesto ‘Continuam tirando o verde da nossa Terra’, da Fundação SOS Mata Atlântica.

Para participar, acesse zoom YouTube. O evento será transmitido no Facebook da Frente Parlamentar Ambientalista.

Fontes: https://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,cresce-ameaca-a-mata-atlantica-imp-,1173775; https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/despacho-de-salles-aniquila-protecao-da-mata-atlantica-e-poe-em-risco-o-que-resta-do-bioma-no-pais-diz-procuradoria/?fbclid=IwAR2Zctr8XNI6qabTAUTdnPSQQZJ5A_iwVYN651Bz76kYUdW8UbmSeqCR0II; https://envolverde.cartacapital.com.br/a-rede-de-organizacoes-nao-governamentais-da-mata-atlantica-rma-denuncia-novas-ameacas-a-defensores-da-natureza-no-estado-de-sao-paulo/?fbclid=IwAR3_llQhqZ966UdaFRmd0RmSrR6CTev26scO7WJ5xRRK2euOcgS4zWAhk-w; https://exame.abril.com.br/blog/joel-pinheiro-da-fonseca/ricardo-salles-o-ministro-da-destruicao-ambiental/?fbclid=IwAR3FayumFZMpDGnKiIvg8ZpbngSrruE7b8-X938wJGlYleKJAt4miUgYfTs; https://g1.globo.com/natureza/noticia/2020/04/13/alertas-de-desmatamento-na-amazonia-crescem-5145percent-no-primeiro-trimestre-mostram-dados-do-inpe.ghtml

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