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Estados Unidos na vanguarda da crise climática novamente

Estados Unidos na vanguarda da crise climática novamente

Desde a eleição de Joe Biden o mundo passou a dedicar mais atenção à crise do clima. Foi uma lufada de esperança. Antes de mais nada, lembremos que Biden sucedeu o negacionista Donald Trump que tirou o país do Acordo de Paris.  Ainda durante a campanha Biden prometia que a luta contra a mudança climática seria um dos pilares de seu governo. Nesse sentido, o americano prometeu “ouvir a ciência” para “melhorar a saúde pública e proteger o meio ambiente; reduzir as emissões de gases de efeito estufa; além de reforçar a resiliência aos impactos das alterações climáticas.” Contudo, a esperança não logrou êxito. A Guerra na Ucrânia foi uma pá de cal nas preocupações climáticas mundiais. Agora, o Congresso dos Estados Unidos  aprovou ‘o projeto de lei de mudança climática mais significativo da história americana, como acentuou o Financial Times.

joe Biden presidente do Estados Unidos na Alemanha
Joe Biden na Alemanha, na cúpula do G7. Imagem, Adam Schultz/White House.

Nova esperança no combate às mudanças do clima

Biden foi eleito ainda com o mundo sob os efeitos devastadores da Covid-19, que também contribuiu para tirar o foco da crise climática. Apesar disso, em 27 de janeiro de 2021, uma semana depois da posse, comprometeu-se a proteger 30% das terras e mar territorial. A propósito, o primeiro país a proteger 30% de seu mar territorial foi a Colômbia.

Contudo, quando parecia que o combate ao aquecimento finalmente seria prioridade, nova catástrofe. Em 24 de fevereiro de 2022 começou a Guerra na Ucrânia.

Em outras palavras, a esperada transição energética foi mais uma vez atropelada. Agora, com a aprovação do pacote ambiental de US$ 700 bilhões pelo Congresso dos EUA – segundo maior emissor mundial, ‘especialistas dizem que ajudará a reconectar a economia americana, além de atuar como passo importante para evitar um aquecimento global desastroso’, noticiou o inglês The Guardian.

Imagem, Youtube.

Antes de mais nada, a lei praticamente dobra o investimento em energia eólica e solar. De  US$ 177 bilhões atualmente, para US$ 321 bilhões em 2030. Consequentemente, deve gerar mais empregos para a combalida economia americana. O objetivo é diminuir as emissões em 40% até 2030.

A nova legislação

A nova legislação oferece milhões para ajudar a conservar florestas, bem como bilhões em créditos fiscais para as indústrias mais poluentes do país. Desse modo, deve acelerar a transição para uma tecnologia mais verde.

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Lei de Redução da Inflação agora segue para a Câmara dos Deputados onde deve ser igualmente aprovada. Contudo, o plano original de Biden era muito maior. Previa investimentos de US$ 3,5 trilhões. A queda deveu-se sobretudo à preocupação com a inflação.

Marco histórico

Para o Financial Times,  ‘o divisor de águas são as disposições de energia limpa da lei. Depois de mais de uma geração de tentativas, e muitos anos depois do que seria desejável, Washington está finalmente assumindo a liderança no aquecimento global. Com base nisso, Biden ganhou um lugar nos livros de história.

O FT ainda ressalta que ‘Da mesma forma, o anúncio da Alemanha no final do mês passado de que planeja investir € 177 bilhões em eficiência energética e energia verde nos próximos quatro anos é muito bem-vindo’.

Anand Gopal, diretor executivo da Energy Innovation, falou pelo Guardian. Para ele, “esta é uma lei climática dramaticamente grande, a maior da história dos Estados Unidos se aprovada. Entretanto, não significa que os EUA não precisarão fazer mais para atingir suas metas de emissões. Mas certamente fará uma diferença significativa.”

Em outras palavras, pode-se dizer que um ano e meio depois da posse esta foi a maior vitória de Joe Biden até agora. O pacote foi motivo de comemoração para pesquisadores e cientistas e dominou a pauta da mídia internacional.

Enquanto isso, no Brasil às vésperas das eleições o tema sequer começou a ser debatido entre os candidatos.

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