❯❯ Acessar versão original

Conheça o Megalodon, o maior tubarão da história

Conheça o Megalodon, o maior tubarão da história

O megalodon foi o maior tubarão que já existiu. Um predador feroz dos mares pré-históricos, tinha uma mordida cinco vezes mais forte que a do tubarão-branco.

Mas as fêmeas também surpreendiam: eram mães cuidadosas. Estudos com dentes encontrados em vários continentes indicam que o megalodon usava berçários para proteger os filhotes — assim como fazem alguns tubarões atuais.

Ilustração, Enciclopédia Britânica.

Conheça o animal

O nome científico Carcharocles megalodon significa, literalmente, “dente grande”. E não é por acaso. Durante seu tempo de vida ele foi o maior peixe que já existiu. Segundo a Britannica, os maiores indivíduos podiam chegar a impressionantes 18 metros de comprimento — cerca de três vezes o tamanho de um tubarão-branco adulto.

Hoje, o título de maior peixe vivo pertence aos tubarões-baleia. Mas, na era do megalodon, seu único rival em tamanho era o cachalote pré-histórico.

Um apetite colossal

Pesquisadores estimam que o megalodon precisava devorar até 900 quilos de alimento por dia para sobreviver. As fêmeas podiam atingir o dobro do tamanho dos machos.

Os fósseis remontam ao Mioceno, iniciado há cerca de 23 milhões de anos. Com uma boca que podia alcançar quase 3 metros de largura, o megalodon talvez tenha tido a mordida mais poderosa da história.E os dentes impressionam. Alguns alcançavam o tamanho de uma banana.

PUBLICIDADE

Imagem, © BROCKEN INAGLORY, WIKIMEDIA COMMONS.

Um descoberta viral

Recentemente, um skipper da Flórida ganhou destaque na imprensa. Michael Nastasio mergulhava na costa de Veneza, na Flórida, quando encontrou um enorme dente de megalodon.

O achado chamou atenção imediata. As imagens circularam nas redes sociais e reacenderam o fascínio pelo maior tubarão que já existiu.

Imagem, https://abc3340.com/.

Gigante dos mares

O megalodon foi extinto há cerca de 2,5 milhões de anos. Segundo a National Geographic, ele pesava entre 50 e 75 toneladas. Alimentava-se de baleias, golfinhos, focas e até de outros tubarões.

Esse predador colossal habitava todos os oceanos da época, especialmente em águas tropicais e subtropicais.

Megalodon e os atuais tubarões.

Ainda, segundo a NG, ‘O megalodon é um exemplo de tubarão que não conseguiu se adaptar ao ambiente em mudança. A mordida do animal, entretanto, poderia esmagar um automóvel, finalmente, era três vezes mais potente que a do T. Rex’.

Parente do tubarão-branco?

Muitas ilustrações mostram o megalodon como uma versão gigante do tubarão-branco. A ideia ganhou força durante décadas.

Segundo a Ocean Conservancy, cientistas acreditaram por muito tempo que o megalodon e o tubarão-branco compartilhavam um ancestral comum. Essa hipótese influenciou as reconstruções visuais e a forma como o público passou a imaginar o predador pré-histórico.

PUBLICIDADE

Mas não era um grande tubarão-branco

Hoje, os cientistas defendem outra hipótese. O megalodon pertenceu a uma linhagem própria. Representou a última espécie desse ramo extinto de tubarões.

A semelhança com o grande tubarão-branco levou a comparações apressadas. Mas as diferenças eram claras. O megalodon tinha mandíbula mais compacta, nadadeiras peitorais mais longas e focinho curto.

Esses traços indicam que ele não foi apenas um tubarão-branco em escala ampliada, mas um predador com características próprias.

Novo estudo revela novidade sobre as fêmeas

O megalodon pode ter adotado uma estratégia comum entre grandes predadores marinhos.

Segundo a Science.org, assim como ocorre com espécies atuais — de pequenos camarões a grandes tubarões — ele talvez tenha usado áreas rasas como berçários.

Manguezais e pradarias marinhas  oferecem abrigo e alimento. Esses ambientes ricos em nutrientes permitem que os filhotes cresçam mais rápido e ganhem força antes de enfrentar o mar aberto.

Se a hipótese se confirmar, o megalodon não apenas dominava os oceanos. Também dependia de ecossistemas costeiros para garantir a sobrevivência da espécie.

PUBLICIDADE

Ilustração usada pelo site www.science.org, de autoria de Humberto Ferrón.

Berçários do passado

Em 2010, a paleobióloga Catalina Pimiento encontrou indícios de um possível berçário de megalodontes na costa do Panamá. A descoberta de dentes juvenis sugeria que filhotes viveram ali há cerca de 10 milhões de anos.

Agora, um novo estudo reforça a ideia. Uma equipe liderada por Carlos Martínez-Pérez, analisou 25 dentes pequenos encontrados no nordeste da Espanha. A geologia do local indica uma antiga área costeira rasa — ideal para servir de abrigo aos jovens.

Creches espalhadas pelo mundo

Os pesquisadores ampliaram a investigação. Reuniram dados de 485 dentes encontrados em oito locais do Pacífico, Caribe e Atlântico. Estimaram o tamanho dos animais e analisaram a história geológica e ecológica de cada região.

Resultado? Quatro novos locais foram identificados como possíveis berçários, datados entre 16 e 3,6 milhões de anos. “Isso coloca tudo em um contexto global”, afirma Catalina Pimiento.

Perda da linha costeira pode explicar extinção

A possível dependência do megalodon por berçários costeiros abre uma nova hipótese para sua extinção.

Segundo Carlos Martínez-Pérez, o desaparecimento da espécie, há mais de 3 milhões de anos, pode ter relação direta com mudanças no nível do mar.

Nesse período, ocorreu retração das linhas costeiras em várias regiões do planeta. Ambientes rasos e protegidos encolheram ou desapareceram. Esses habitats eram vitais para os filhotes.

Sem áreas protegidas para crescer, os filhotes morreram em maior número e a população entrou em declínio.

Assista ao vídeo para mais informações

Imagem de abertura: Enciclopédia Britânica

A pesca no Brasil é uma esculhambação total

Sair da versão mobile