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Brasil caça e importa tubarões, população come veneno

Brasil: maior consumidor de carne de tubarão

Sempre existe uma nova pesquisa. E essa não é boa para nós porque…o Brasil caça e importa tubarões para sua população comer veneno. A revista Marine Policy trouxe um estudo escrito por cinco pesquisadores brasileiros. E por que é ruim? Porque, além de podermos ser culpados pela extinção do belíssimo animal, a carne de tubarão prejudica a saúde dos consumidores (Atualizado em 2026).

Carne de tubarão agrega metais pesados como mercúrio e arsênico

Os pesquisadores dizem que o tubarão, por um processo de bioacumulação, agrega metais pesados como mercúrio e arsênio em sua carne, presentes nos organismos de que se alimentam.

Se forem ingeridas quantidades além da conta, essas substâncias podem causar danos cerebrais. Mais uma preocupação aos subnutridos brasileiros, já que o Brasil caça e importa tubarões para sua população comer veneno…

Food and Frugs proíbe carne de cação/tubarão para grávidas

É por este motivo, a bioacumulação, que o FDA não recomenda carne de tubarão no cardápio de grávidas,  mulheres que estejam amamentando, e de crianças. Seja em que quantidade for.

Brasil caça e importa tubarões para sua população comer veneno. Nos USA há campanhas explicativas. Aqui… (Ilustração: Nakawe Project)

Brasil: maior consumidor de carne de tubarão: população consome sem saber de problemas

Pesquisadores usam o termo inglês mislabeling para descrever a rotulagem incorreta. Segundo eles, supermercados e peixarias oferecem carne de tubarão sob o nome genérico de “cação”. Assim, muitos consumidores compram o produto sem saber sua origem. Além disso, a ausência de espinhas favorece sua aceitação. No entanto, cação e tubarão são o mesmo animal.

‘Mais de 70% das pessoas não sabem que cação é tubarão’

Hugo Bornatowski, professor do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR), um dos autores do estudo fez a afirmação acima. Qual mesmo? De novo:

Mais de 70% das pessoas não sabem que cação é tubarão

Consumidores dizem já ter comido carne de cação, não de tubarão…

Hugo provou sua tese. Ele e companheiros fizeram uma pesquisa em Curitiba. A maioria dos consumidores disse já ter comido carne de cação, não de tubarão.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) diz que a culpa pelos rótulos não é dela. E passa a bola para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A ANVISA diz ainda que na lista que determina a rotulagem, é permitido o uso do nome comum “cação”, ou “tubarão” para diversas espécies.

Bornatowski explica:

Não dissemos que a rotulagem da carne de tubarão no Brasil é ilegal. Mas o consumidor deve saber o que está comendo e de onde está vindo o produto, o que facilita quanto à conservação e conscientização

Finning e comércio de “cação”: projeto enfrenta os dois problemas

No finning, pescadores cortam as barbatanas dos tubarões e descartam o restante do corpo no mar. Muitas vezes, o animal ainda está vivo. Além da crueldade, a prática ameaça espécies que crescem devagar e têm poucos filhotes.

Enquanto isso, o comércio brasileiro oferece carne de tubarões e raias sob o nome genérico de “cação”. Assim, dificulta a identificação das espécies e esconde informações do consumidor.

Para enfrentar os dois problemas, o PL 3468/2023 propõe criminalizar o finning e proibir o uso genérico do rótulo “cação”. A matéria do Mar Sem Fim, publicada de 2026, informa que a CCJ aprovou o texto em maio de 2025. Até aquela publicação, porém, o Plenário da Câmara ainda não havia votado a proposta.

O Brasil tem dados, mas a proteção dos tubarões exige mais

O Ministério da Pesca e Aquicultura já reúne dados sobre a captura de tubarão-azul. Desde outubro de 2025, uma página oficial apresenta o monitoramento com registros dos mapas de bordo. Entretanto, isso não garante informações completas sobre todas as espécies.

Além disso, o comércio ilegal de barbatanas continua deixando provas. Em 2023, o Ibama apreendeu 28,7 toneladas de barbatanas de origem irregular. Portanto, reunir dados é apenas parte da tarefa. O país também precisa garantir rastreabilidade, fiscalizar as capturas e combater o comércio ilegal.

Brasil captura tubarões e abastece o mercado de “cação”

O Brasil mantém um grande mercado de carne de tubarão. Além das capturas nacionais, importa o produto para abastecer o consumo. Entretanto, o nome genérico “cação” dificulta a identificação das espécies e esconde do consumidor o que chega ao prato.

A matéria Pesca de tubarões aumenta, Brasil na contramão, publicada em março de 2023, reúne exemplos dessa pressão. Uma operação no Rio Grande do Sul apreendeu 340 tubarões-martelo, além de outros pescados. Já em Itajaí, fiscais investigaram empresas que comercializavam dezenas de toneladas de barbatanas.

Portanto, o problema envolve tanto a pesca quanto o comércio. Para enfrentá-lo, precisamos identificar as espécies, rastrear a origem dos produtos e reforçar a fiscalização.

Conheça a função mais importante dos tubarões, um peixe de 400 milhões de anos

Os tubarões, se extintos, colocarão em colapso os ecossistemas marinhos. O tubarão é predador do topo da cadeia, tem a importante função de regular os estoques de peixes.

E também é um habitante do planeta há mais de 400 milhões de anos. É por este motivo que hoje existem diversos santuários de tubarão mundo afora.

Fonte principal: BBC.com

Ilustração de abertura: Support Our Sharks

Você sabia que tubarões valem mais vivos que mortos? Bem, no mundo tem sido assim, já aqui, na Terrinha…

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