Cocaína nos mares de Santos? Era só o que faltava
Cocaína nos mares: era só o que faltava. Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Santa Cecília (Unisanta) identificaram altas concentrações de fármacos e cocaína na Baía de Santos. Além disso, testes em laboratório já comprovaram danos dessas substâncias ao ambiente marinho. Agora, os cientistas aprofundam o estudo para entender as concentrações de drogas ilícitas nesse ecossistema e seus impactos (Atualizado em 2026).

Os autores da pesquisa sobre cocaína nos mares de São Paulo
O ecotoxicologista Camilo Seabra Pereira coordenou a pesquisa sobre cocaína nos mares. Ele é professor do mestrado em Ecologia da Unisanta. Além dele, integram o grupo Luciane Maranho, Fernando Cortez, Fabio Pusceddu, Aldo Santos, Daniel Ribeiro, Augusto Cesar e Luciana Guimarães.
São Vicente e Praia Grande
O estudo sobre cocaína nos mares também identificou contaminação nas águas entre São Vicente e Praia Grande. Além disso, os pesquisadores apresentaram os resultados no 12º Encontro da Sociedade de Toxicologia e Química Ambiental da América Latina. A Unisanta sediou o evento bienal, que reuniu cientistas de 15 países.
Não basta a poluição “normal“?
Cocaína nos mares: não bastava a poluição “normal”? A Baía de Santos já sofre com metais pesados e poluição industrial do polo petroquímico de Cubatão. Além disso, enfrenta os impactos do porto de Santos, o maior do país. A erosão constante também faz parte desse cenário. Para completar, a dragagem revolve o fundo do mar como um arado e mantém partículas contaminadas em suspensão.
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Erosão na praia do Preá: especulação e muro contra o marTrump tenta renomear o oceano Atlântico: um insulto ao mundoRecifes de coral rasos: o mundo se aproxima de perda irreparávelA cocaína nos mares vai além da Baixada Santista. Pesquisadores também encontraram a droga nas águas de Ubatuba e até em tubarões no litoral do Rio de Janeiro.
Como a droga é encontrada nos mares?
Camilo Seabra, da Unifesp, explicou:
Em todas as estações encontramos tanto a cocaína quanto metabólicos. As maiores concentrações foram no carnaval de 2014. As quantidades de cocaína na água já estão próximas das que causam efeitos em organismo marinhos, que é na ordem de 200 a 2.000 nanogramas por litro, ou seja, para cada 1 litro de água, são 500 nanogramas de cocaína
FAPESP financia estudo
“O estudo é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e o monitoramento e análise das amostras segue até 2018.
Foto de abertura: Francisco Arrais/PMS
Fontes: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/estudo-aponta-contaminacao-por-cocaina-no-mar-do-litoral-de-sp.ghtml; http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/cidades/estudo-revela-cocaina-no-mar-de-sao-vicente-e-praia-grande/?cHash=740d4869030195413b0807b41b630ef8; http://noticias.unisanta.br/campus/palestra-com-professor-norte-americano-abre-o-12o-setac-latin-america-na-quinta-feira-7-na-unisanta.