Vida submarina: alguns minutos de beleza
Vida submarina e alguns minutos de beleza é, na verdade, o trailer do filme Oceanos, da Disney, espetacularmente filmado. Menos de 5% do fundo dos oceanos já foram vistos pelo ser humano.
O PNUMA e o Green Fins
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, PNUMA, voltou a chamar atenção para uma ameaça pouco lembrada: o impacto do turismo de mergulho sobre os recifes de corais. A iniciativa Green Fins, criada em 2004 pelo PNUMA em parceria com a Reef-World Foundation, estabelece padrões ambientais para operadoras de mergulho e snorkel. A ideia é simples: reduzir danos causados por âncoras, nadadeiras, lixo, protetores solares inadequados, contato com corais e aproximação excessiva da fauna marinha.
A importância é enorme. Segundo o PNUMA, os recifes cobrem menos de 1% do fundo do mar, mas sustentam pelo menos 25% das espécies marinhas. Também ajudam na alimentação, na proteção costeira e na economia de milhões de pessoas. Mesmo assim, enfrentam aquecimento dos oceanos, branqueamento, poluição, pesca excessiva e turismo mal conduzido.
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Navios autônomos: a nova guerra naval já começouRêmoras, as caroneiras do mar, surpreendem a ciênciaJundu em Ilhabela: prefeito vira réu por incitar destruiçãoO Green Fins funciona como um código de conduta para empresas de mergulho. Entre as recomendações estão usar boias de amarração em vez de âncoras, proibir o toque em corais e animais, orientar turistas antes do mergulho, evitar plásticos descartáveis, impedir descarte de produtos químicos no mar e respeitar regras de áreas marinhas protegidas.
Em 2022, o PNUMA e a Reef-World lançaram o Green Fins Hub, uma plataforma digital para ampliar o alcance do programa. A meta era sair de cerca de 700 operadoras em 14 países para um potencial de 30 mil empresas no mundo. A plataforma ajuda pequenas e médias empresas do setor a avaliar práticas, montar planos de ação e mostrar aos clientes que seguem padrões ambientais.
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