Aurora boreal e austral, entenda o fenômeno
A aurora boreal e a aurora austral são o mesmo fenômeno natural, visto em hemisférios diferentes. A boreal aparece no Hemisfério Norte, perto do Ártico. A austral ocorre no Hemisfério Sul, nas regiões próximas à Antártica.
Elas surgem quando partículas carregadas vindas do Sol chegam à Terra e encontram o campo magnético do planeta. Esse campo funciona como um escudo, mas também conduz parte dessas partículas para as regiões polares. Ao entrar em contato com gases da atmosfera, como oxigênio e nitrogênio, elas produzem luz.
O resultado são cortinas coloridas no céu, em tons de verde, vermelho, roxo ou azul. A cor depende do gás atingido e da altitude em que ocorre a colisão. O verde, mais comum, vem do oxigênio em altitudes intermediárias.
Em outras palavras, as auroras mostram, de forma espetacular, a ligação entre o Sol e a Terra. São belas, mas também lembram que vivemos dentro de um sistema dinâmico, sujeito a tempestades solares capazes de afetar satélites, comunicações, GPS e redes elétricas.
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O nome “aurora boreal” costuma ser atribuído a Galileu Galilei, em 1619, embora também apareça ligado ao francês Pierre Gassendi, que ajudou a difundir o termo no século XVII. A palavra “aurora” homenageia a deusa romana do amanhecer. Já “boreal” vem de Bóreas, o deus grego do vento norte. Portanto, aurora boreal significa, em tradução livre, “amanhecer do norte”.
As auroras aparecem em vários formatos: pontos luminosos, arcos, faixas, cortinas ondulantes ou círculos de luz no céu. As cores mais comuns são verde, vermelho, azul e violeta, às vezes misturadas na mesma aparição. A cor depende dos gases atingidos pelas partículas solares e da altitude em que ocorre a colisão.
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A aurora austral
A aurora austral é a “irmã” da aurora boreal. O mecanismo é o mesmo: partículas carregadas vindas do Sol interagem com o campo magnético da Terra e com gases da alta atmosfera. Quando essas partículas atingem oxigênio e nitrogênio, surgem cortinas de luz verdes, vermelhas e violetas.
A NASA explica que as auroras aparecem com mais frequência perto dos círculos Ártico e Antártico, embora tempestades geomagnéticas fortes possam empurrá-las para latitudes mais baixas.
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