Plástico, saiba o que acontece em Tuvalu

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Plástico, este terrível material, e suas consequências nefastas para a vida marinha. Tuvalu é hoje que seremos amanhã. Preste muita atenção!

As pessoas não podem prometer mudanças se não souberem que há necessidade de fazê-lo. Devemos reduzir a demanda por plástico virgem e aumentar a demanda por produtos reciclados. Produzir 311 milhões de toneladas de plástico por ano não é sustentável.
Essa é a pergunta de um bilhão de dólares.

Este é um dos parágrafos mais fortes e contundentes da matéria publicada pelo site plasticoceans no finalzinho de 2016.

Plástico, o Mar Sem Fim não se cansa de alertar sobre ele

Ficamos felizes especialmente pelo sintoma apontado por mais este site. Ele confirma que o nascimento do Mar Sem Fim, com documentários na TV, matérias no site e redes sociais, palestras e livros, abriram o pioneiro espaço na mídia para alertar as pessoas sobre os perigos que rondam os mares hoje.  Foi para isso que este site nasceu: informar, chamar a atenção, provocar a grande mídia a abrir espaço ao tema. As pessoas precisam saber a real situação. Se não conhecerem, como prometer mudanças ?

Vejam esta foto. Ela traduz em imagem os parágrafos acima:

plástico, imagem de lixões formados por plástico em Tuvalu, no Pacífico
A situação é dramática. Este monte de plástico NÃO é apenas lixo marinho, são embalagens de produtos consumidos pelos ilhéus. Onde coloca-las?

O que acontece com o pequeno Tuvalu hoje, vai acontecer conosco amanhã se não pararmos de usar plástico, o maior vilão do meio ambiente

E que ocorre com Tuvalu? Vamos à matéria do site:

Composto por três ilhas de recifes e seis atóis verdadeiros, os seus 26 km2 de terra o tornam o 4º menor país do mundo.

Pior que ser o quarto menor país do mundo, Tuvalu está diminuindo de tamanho: onde colocar o plástico?

Atenção ao primeiro problema do país insular: seu diminuto tamanho. Apenas 26 Km2, e ele está diminuindo…

Com o Oceano aumentando em mais de 3mm a cada ano, estima-se que por 2100 os níveis podem ter subido em qualquer lugar, de 20cm a 2m. Tuvalu tem uma altura média acima do nível do mar de 2m. É concebivel que dentro de algumas de nossas vidas Tuvalu já não existirá mais.

Enquanto isso, a população do pequeno país, ‘ex- paraíso natural’ enfrenta um pesadelo:

aninhada entre os mais conhecidos arquipélagos de Fiji, Samoa e Tonga, o que antes era um refúgio tropical sonhador está mudando lentamente, potencialmente em um pesadelo

Breve reconstituição da história de Tuvalu pela plasticocean

Cerca de 8.000 anos atrás, a subida do nível do mar forçou pequenas populações fracturadas no Sudeste Asiático e na Indonésia a procurarem territórios alternativos. Esses corajosos refugiados polinésios logo seriam recompensados ​​por seus esforços, sob a forma de um paraíso tropical. Eles viveriam imperturbados nesses atóis isolados por milhares de anos. Não foi até o final do século XIX que as ilhas caíram sob a esfera de influência da Grã-Bretanha, e somente em 1978 eles finalmente recuperaram sua independência como o estado soberano de Tuvalu

A matéria mostra o drama causado pelas embalagens de plástico

No que parece ser uma bela e sombria ironia do destino, o que levou as pessoas para as ilhas 8.000 anos atrás, em breve pode levá-los embora. A inevitável perda de sua pátria pode não ser o dilema mais iminente que os habitantes de Tuvalu enfrentam. Tendo perdido o gosto pelos produtos locais, os habitantes de Tuvalu desenvolveram uma compreensível dependência de bens importados e agora são confrontados com a correspondente obrigação. O que fazer com todos os resíduos resultantes?

O que fazer com os resíduos de plástico?

O que fazer com todos os resíduos resultantes? A falta de gestão de resíduos e as poucas opções de aterro ou reciclagem deixaram as ilhas invadidas de miudezas, muitas delas de plástico.

O que fazer com os resíduos de plástico, pergunta a plasticocean?

E a matéria relembra:

Durante a Segunda Guerra Mundial, as ilhas foram usadas como paradas de reabastecimento para aeronaves trans-pacificas. Grandes buracos foram cavados para fornecer coral para a pista de pouso. Hoje, eventualmente cheios de água da chuva e transformados em lagoas de água doce, essas lagoas idílicas agora estão sobrecarregadas de plástico. Os resíduos são lentamente empurrados para os bordos desses aterros não intencionais. O que não é eventualmente varrido pelo oceano é queimado pelos moradores – independentemente do caos cancerinogênico que pode provocar.

A matéria lembra que se não mudarmos nossa ação seremos a Tuvalu de amanhã

As ações do povo de Tuvalu são sinônimas com as do mundo inteiro. A diferença é que temos o tempo, espaço e dinheiro para cobrir o problema. Como Tuvalu se esforça para se adaptar, o mundo deve tomar cuidado e agir agora. Se continuarmos a usar plástico na sua forma atual e na taxa atual, estaremos na mesma situação em que os Tuvaluanos se encontram. Então, o que fazemos?

Por enquanto a única solução é usar menos plástico

A matéria conclui dizendo as mesmas coisas que o Mar Sem Fim vem falando:

Há alguma esperança para o povo de Tuvalu. A pirólise (transformação do plástico em biocombustível através de calor, mas o processo ainda é muito caro), o processo de conversão de plástico em combustível, é uma ferramenta emergente que poderia fornecer uma solução possível para o problema plástico de Tuvalu. No entanto, actualmente, a tecnologia não é móvel e, como tal, está limitada a muito poucos locais funcionais.

Portanto, conclui a matéria, produzir 311 milhões de toneladas de plástico por ano não é sustentável

A longo prazo, precisamos redesenhar este material. É fundamentalmente falho em seu ciclo de vida. Por agora, devemos educar. As pessoas não podem prometer mudanças se não souberem que há necessidade de fazê-lo. Devemos reduzir a demanda por plástico virgem e aumentar a demanda por produtos reciclados. Produzir 311 milhões de toneladas de plástico por ano não é sustentável.

Poluição humana nas fossas abissais

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