CEPENE, uma das boas ações no litoral está ameaçado

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CEPENE, uma das poucas boas ações no litoral está ameaçado: não permita que isso ocorra. Você pode fazer a diferença!

“O Centro de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste – CEPENE é um dos Centros Especializados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado à Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade – DIBIO.Foi criado em 11 de outubro de 1983, passou a integrar a estrutura do ICMBio.”

“Ele conta ainda com uma Base Avançada em Caravelas da Bahia focada em atividades voltadas à conservação de manguezais do Nordeste brasileiro.”

CEPENE e o Projeto Radar

“O Centro de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene) iniciou, junto com o Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a implantação do projeto Radar. O objetivo é monitorar, remotamente, por meio de um sistema de radares, a pesca artesanal na plataforma continental  da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, no litoral entre o sul de Pernambuco e o norte de Alagoas.”

Estimativa de pesca

“O monitoramento fornecerá dados precisos sobre áreas de pesca, sazonalidade das pescarias e número de barcos operando em determinada área. Essas informações são imprescindíveis para uma estimativa real do esforço da produção pesqueira e, consequentemente, para estratégias de gestão.”

Importante: no momento o Brasil é dos poucos países que não têm uma estimativa de pesca. Isso é prejudicial não só ao país, mas a órgãos internacionais como a FAO, por exemplo.

“O sistema será útil, também, para evitar acidentes entre barcos pesqueiros e navios cargueiros que circulam pela região da APA. Além disso, permitirá a realização de estudos e monitoramento meteorológicos. Inédito no Brasil, o projeto adota tecnologia simples, que pode ser aplicada em outras unidades de conservação marinhas. O Cepene funcionará como centro promotor da iniciativa.”

Ameaças ao CEPENE, um dos bons exemplos da costa brasileira

“O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha ‐ Cepene/ICMBio está ameaçado de perder a área que ocupa atualmente em Tamandaré/PE.”

imagem de recifes estudados pelo CEPENE em Tamadaré, PE
Recifes interditados para estudos em Tamadaré, Pernambuco, agora estão sob severa ameaça.

“Desde 1923, (mais de 94 anos) a vocação onde hoje funciona o CEPENE foi voltada para educação, pesquisas e formação profissional. O imóvel está sob domínio da Marinha do Brasil, desde 1982. Ao longo desses anos a Marinha vem cedendo o uso do imóvel (primeiro a SUDEPE, IBAMA, e atualmente Cepene/ICMBio em parceria com a UFPE). Agora, a Marinha do Brasil não quer mais renovar a cessão da área e determinou a desocupação, por intermédio do 3º Distrito Naval, em Natal. Por isso estamos pedindo seu apoio para reverter essa situação.”

O trabalho com os recifes de Tamandaré, PE

Esses recifes são tão importantes que foram estudados por Jacques Laborel, colaborador de Cousteau. Hoje o trabalho é comandado por  pelo professor Mauro Maida, da Universidade Federal de Pernamubuco, através do Projeto Recifes Costeiros. Em razão dos maus tratos aos recifes da região, o projeto propôs em 1999 fechar totalmente uma área coralínea de 400 hectares que fica defronte à praia. A ideia é um experimento para o estudo da capacidade de recuperacão ecológica dos recifes da Costa dos Corais. Desde 1999 naquele trecho, conhecido originalmente como Área Fechada de Tamadaré, e hoje como Zona de Preservação da Vida Marinha, só são permitidas atividades licenciadas de pesquisa. É um trabalho digno, bem feito, que impressionou o Mar Sem Fim. Um dos poucos bons exemplos da costa brasileira.

Recifes de Tamandaré, trabalho exemplar que merece continuar

Ao longo dos 20 anos, o experimento é mantido por parceiras público privadas. Atualmente ela envolve a Universidade Federal de Pernambuco, a prefeitura da Tamandaré, o ICMBio, a Fundação S.O.S Mata Atlântica, a Fundação Toyota do Brasil e principalmente pescadores das comunidades locais que atuam como agentes de campo de monitoramento e multiplicadores. No início deste trabalho muitos pescadores reclamaram, afinal seria mais uma restrição à atividade. Hoje são favoráveis. Perceberam que, com a moratória, os peixes e crustáceos aos poucos voltaram a colonizar a área. E eles não ficam restritos aos 400 hectares hoje interditados.

Não permita que o CEPENE acabe, assine a petição

Se acontecer o que quer a MB, serão perdidos 20 anos de trabalho  consistente. O Mar Sem Fim pede seu apoio. Assine a petição e contribua para que o maltratado litoral brasileiro mantenha as poucas boas ações que hoje acontecem.

Fontes: http://www.icmbio.gov.br/cepene/; https://uc.socioambiental.org/es/noticia/cepene-monitora-pesca-na-plataforma-continental; https://secure.avaaz.org/po/petition/Ministro_da_Defesa_Raul_Jungmann_Cessao_Permanente_para_o_CEPENE_TamandarePE/.

Unidades de Conservação em terra e no mar, diferença gritante

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2 COMENTÁRIOS

  1. Total solidariedade a CEPENE. É muito importante proteger o mar na forma de Unidade de Conservação, pois temos os instrumentos certos para garantir os estoques pesqueiros. No Pará estamos propondo UCs na costa do Marajó, até o momento sem secesso porque os fazendeiros não entendem e não concordam.

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