Antártica está no centro de tensões internacionais

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Rússia e China, preocupadas com a pesca, se opõem a medidas de proteção em áreas da Antártica.

imagem antártica

A criação de duas grandes áreas na Antártica de proteção a pesca e a outras atividades comerciais está sendo discutida por vinte e cinco membros da Comissão de Conservação dos Recursos Marinhos Vivos da Antártica. A medida, porém, ainda é combatida por Rússia e China.

As reservas protegidas estariam no leste da Antártica e no Mar de Ross. Nessa semana, duas propostas foram apresentadas em Hobart, na Tasmânia. Uma pela Austrália, União Européia e França e outra pela Nova Zelândia e EUA.

A alegação dos russos e chineses é que essas áreas de proteção afetariam suas indústrias pesqueiras.

As negociações já aconteceram ano passado mas fracassaram justamente por oposição de Rússia, Ucrânia e outras nações.

O Mar Sem Fim já havia noticiado que o ex-primeiro-ministro e atual embaixador da França para negociações internacionais sobre zonas polares, Michel Rocard, reivindicou no semestre passado um acordo para a criação de zonas marítimas protegidas na Antártica e questionou a instalação de novas bases científicas no continente gelado.

Segundo Mark Epstein, diretor-executivo da Aliança do Oceano Antártico, essa agora é mais uma oportunidade para que líderes globais cumpram seus compromissos de proteção à vida marinha.

Austrália, União e Européia e França diminuíram pela metade o tamanho das reservas que haviam proposto antes como um esforço para convencer Rússia, China e Japão.

Se as medidas tiveram êxito, protegerão 1.2 milhão de quilômetros quadrados, habitats de baleias, focas, penguins e krill, segundo a ABC australiana.

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